Com base na Escala de Manchester, hospital explica que a prioridade é determinada pela gravidade do caso, e não pela ordem de chegada

O Hospital de Camapuã está reforçando orientações importantes sobre como funciona o atendimento no pronto-socorro. Muitas pessoas acreditam que o primeiro a chegar é o primeiro a ser atendido, mas, na prática, o sistema segue critérios técnicos de prioridade conforme a gravidade de cada caso.
Segundo o diretor do hospital, Dr. Fernando Ribeiro, o objetivo é garantir que os pacientes mais graves sejam atendidos o quanto antes. “A triagem é feita com base em protocolos internacionais, e a prioridade é sempre salvar vidas. Por isso, um paciente que chegou depois pode ser atendido antes”, explica.
Esse processo é feito por meio da Escala de Manchester, uma metodologia reconhecida mundialmente que classifica os pacientes em cinco níveis de urgência, representados por cores. Cada categoria indica o tempo máximo recomendado para atendimento:
🔴 Emergência (vermelho) – atendimento imediato;
🟠 Muito urgente (laranja) – até 10 minutos;
🟡 Urgente (amarelo) – até 60 minutos;
🟢 Pouco urgente (verde) – até 120 minutos;
🔵 Não urgente (azul) – até 240 minutos.
Durante a triagem, os profissionais avaliam critérios como sinais vitais, dor, queixa principal, nível de consciência e estado geral. “Essa avaliação é técnica, feita por profissionais capacitados, e segue protocolos padronizados. O sistema não define o diagnóstico, mas o nível de urgência de cada paciente”, explica o Dr. Fernando.
Ele destaca que o uso da Escala de Manchester traz benefícios diretos à população, como mais segurança, agilidade e organização no atendimento.
“Esse método evita injustiças, porque garante que o paciente em situação mais crítica receba o cuidado primeiro, independentemente da hora em que chegou”, reforça.
Além de priorizar os casos graves, o sistema também ajuda a organizar o fluxo do pronto atendimento, reduzindo filas e otimizando o uso dos recursos do hospital. “Quando o atendimento é feito por gravidade, conseguimos agir mais rápido nos casos que exigem intervenção imediata e, ao mesmo tempo, manter um atendimento de qualidade para todos”, afirma o diretor.
O Dr. Fernando finaliza ressaltando que o sistema é um instrumento de justiça e cuidado dentro da saúde pública. “A mensagem que queremos deixar é simples: ninguém fica sem atendimento. O que muda é o tempo de espera, que depende da gravidade do caso. Isso salva vidas e garante que todos sejam atendidos com segurança e responsabilidade”, conclui.