Mais de 25 voos que circulavam no espaço aéreo europeu declararam emergência por ameaça de bomba. Ao longo da semana, outros seis episódios similares foram registrados

Uma série de ameaças de bomba colocou o espaço aéreo europeu em alerta nesta quinta-feira (5) e levou pelo menos 25 voos a desviar de suas rotas originais ou realizar procedimentos de emergência. As ocorrências foram registradas em diferentes países, mas nenhuma ameaça havia sido confirmada até a última atualização da reportagem.
Entre os casos, um avião da Aer Lingus que saiu de Dublin, na Irlanda, com destino a Roma, na Itália, declarou emergência enquanto sobrevoava o norte da França e realizou um pouso na base aérea de Évreux, onde foi acompanhado por uma equipe antibombas. Voos da Finnair, que partiram de Helsinki com destino a Viena e Roma, também receberam alertas, mas pousaram normalmente. Na Polônia, uma aeronave da LOT foi impedida de decolar após uma ameaça, enquanto outro voo da companhia, com destino a Bruxelas, passou por inspeção e seguiu viagem em segurança.

Outras ocorrências foram registradas em voos entre Milão e Bucareste, além de aeronaves nos aeroportos de Madri, na Espanha, e com destino à Bulgária. Três aviões em Barajas receberam ameaças, mas o esquadrão antibombas não encontrou explosivos. Na Bulgária, três voos fizeram pousos de emergência, enquanto dois aviões com destino ao aeroporto de Malpensa, em Milão, também receberam alertas. Quatro voos que seguiam para Praga, na República Tcheca, notificaram ameaças que não foram confirmadas.
Ao longo da semana, outros sete incidentes semelhantes foram registrados. As autoridades europeias ainda não haviam apontado as causas das ameaças, mas os episódios ocorrem em meio a tensões geopolíticas com a Rússia e suspeitas de ações de guerra híbrida. Nos últimos meses, países europeus também registraram incursões de drones em seus espaços aéreos e ataques a sistemas de refrigeração de supermercados. O governo russo negou envolvimento em episódios recentes e classificou as acusações como absurdas.
Fonte: G1