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Sobrinhos de Marcinho VP são presos em operação da PF suspeitos de levar recados do traficante de presídio federal em MS

Segundo a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul, familiares faziam a comunicação entre o chefe do Comando Vermelho, preso em Campo Grande, e integrantes da cúpula da facção em liberdade

Marcinho VP está preso há quase 30 anos — Foto: Reprodução/TV Globo

 

Uma operação da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF), deflagrada nesta quinta-feira (29), investiga a atuação de dois sobrinhos de Marcinho VP, apontado como um dos principais chefes históricos do Comando Vermelho (CV). Segundo as investigações, os familiares seriam responsáveis por transmitir recados entre o traficante, preso na Penitenciária Federal de Campo Grande, e integrantes da cúpula da facção que estão em liberdade.

Ao todo, foram cumpridos cinco mandados judiciais: um de prisão preventiva contra Marcinho VP, que continuará detido na unidade federal, dois de prisão temporária contra os sobrinhos e dois de busca e apreensão. As ações contra os familiares ocorreram no Rio de Janeiro e em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Batizada de Operação Cesura, a iniciativa busca interromper o canal de comunicação que, segundo os investigadores, permitia ao suspeito manter contato com a organização criminosa mesmo em um presídio de segurança máxima. Veículos e celulares foram apreendidos.

De acordo com a PF, os dois sobrinhos atuariam como intermediários entre o traficante e integrantes da facção em liberdade. Um deles visitava frequentemente o tio na penitenciária em Campo Grande e mantinha contato com outro chefe da organização, que está foragido da Justiça. Mensagens analisadas pelos investigadores indicariam que Marcinho VP continuava sendo reconhecido como uma das lideranças do grupo. Um dos sobrinhos também ocupa cargo comissionado em uma Câmara Municipal da Baixada Fluminense e, segundo a investigação, adquiriu nos últimos dois anos patrimônio aparentemente incompatível com a renda declarada.

A investigação começou a partir de provas compartilhadas pelo Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, obtidas durante a Operação Red Fox, que apura o tráfico internacional de armas de grosso calibre e drogas pela fronteira norte do Brasil. A análise de dados de um dos chefes da facção que está foragido revelou a possível participação dos familiares na transmissão de informações ao preso. A Operação Cesura é conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul (FICCO/MS) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado Nacional do Ministério Público Federal (Gaeco Nacional).

Fonte: G1 MS

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