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Sequestradora ganhou confiança de mãe adolescente com doações antes de levar bebê Ayla

Mulher teria se aproximado da família por cerca de um mês e usou promessa de pagamento para conseguir ficar sozinha com a criança

Mulher foi presa no Paraguai (Divulgação)

A mulher apontada pela Polícia Civil como responsável pelo sequestro da bebê Ayla passou cerca de um mês conquistando a confiança da mãe adolescente antes de colocar o plano em prática. Segundo a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), ela se aproximava da família com doações de roupas e fraldas, além de fazer visitas à residência.

Conforme a delegada Anne Karine, a estratégia fez com que a adolescente acreditasse que a mulher queria apenas ajudar a família. No dia anterior ao crime, ela chegou a tentar realizar uma produção de fotos com a bebê, mas a família não permitiu por causa do frio. No dia seguinte, apresentou uma nova proposta: a adolescente receberia R$ 100 para cuidar de uma suposta criança de seis meses.

De acordo com a investigação, a sequestradora havia criado uma história de que tinha uma bebê, mas posteriormente os policiais descobriram que a criança mencionada era, na verdade, sua neta. Ela ainda teria afirmado ao marido que estava grávida e que havia perdido o bebê, versão que também não foi confirmada pela investigação.

Ainda conforme a Polícia Civil, a mulher chamou um motorista de aplicativo, levou as duas adolescentes e Ayla até um imóvel que funcionava como cativeiro e contou com a ajuda de outro homem. Depois, deixou as adolescentes em uma área de mata, trocou as roupas da bebê e alterou itens usados pela criança antes de seguir para o Paraguai.

A bebê foi localizada viva e em boas condições junto da sequestradora e do marido, em Pedro Juan Caballero. Após os trâmites legais, Ayla foi trazida de volta ao Brasil e encaminhada ao Poder Judiciário, que determinou o acolhimento da criança.

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