Com apenas 11 alunos matriculados, direção informou que o 5º ano será encerrado a menos de uma semana do início das aulas; estudantes serão transferidos para outras escolas e prefeitura ainda não se manifestou

Pais de alunos do 5º ano da Escola Municipal Eurico Gaspar Dutra, localizada na Vila Industrial, em Camapuã, demonstram preocupação e revolta após serem informados pela direção da unidade que a turma será fechada neste ano letivo. A justificativa apresentada é o baixo número de matriculados — apenas 11 alunos — sendo exigido, segundo a escola, o mínimo de 20 estudantes para a manutenção da turma. A informação foi repassada a menos de uma semana do retorno das aulas, marcado para a próxima segunda-feira, dia 9.
Com a decisão, as crianças deverão ser transferidas para as escolas Lucas Alves do Vale e Sudalydio Rodrigues Machado. Uma das mães, que preferiu não se identificar, classificou a situação como “revoltante” e afirmou temer que o fechamento de turmas seja apenas o começo:
“Hoje fecha uma sala, amanhã será outra escola fechando em Camapuã. Está indo para o fundo do poço”, desabafou.
Outra mãe relatou que a maior indignação é não ter tido o direito de escolher a escola do filho. Segundo ela, além de terem sido privadas dessa decisão, as famílias foram avisadas em cima da hora. “Meu filho tem 9 anos, e avisar isso faltando menos de uma semana para o início das aulas é muito complicado”, disse. Já outra responsável destacou que mora em uma fazenda e que o acesso à Escola Eurico Gaspar Dutra é essencial para a rotina da família.
Há ainda preocupação com a superlotação nas escolas que receberão os alunos. Uma mãe relatou ao Navega MS que a Escola Lucas Alves do Vale já conta com salas com mais de 30 alunos:
“Como vai dar conta de uma turma assim? O 5º ano é um ano muito importante para a criança, de transição, que exige mais atenção”, ressaltou.
O Navega MS entrou em contato com a Prefeitura de Camapuã para obter esclarecimentos sobre a decisão e as medidas adotadas pela Secretaria Municipal de Educação. No entanto, até a publicação desta matéria, o município não havia se manifestado oficialmente, informando apenas que irá se posicionar sobre o assunto.