Condenada à morte que sobreviveu à injeção letal já temia que execução falhasse

Christa Pike havia relatado preocupação com dificuldades para aplicação do procedimento semanas antes de sobreviver a duas doses; ela permanece internada em estado crítico
A norte-americana Christa Pike, condenada à pena de morte no Tennessee, havia manifestado semanas antes o temor de que a execução por injeção letal não fosse concluída. Em uma gravação feita enquanto estava presa, ela afirmou que considerava essa possibilidade um de seus maiores medos.
Pike relatou preocupação com a dificuldade de acesso às veias e com a possibilidade de problemas durante a colocação do cateter. O receio acabou se concretizando em 30 de setembro, quando ela sobreviveu a duas doses da injeção letal durante a tentativa de execução.
Após o procedimento malsucedido, Christa foi levada para um hospital e permanece intubada. Segundo informações divulgadas sobre o caso, o estado de saúde dela é considerado crítico. Uma falha desse tipo é considerada extremamente rara por organizações que acompanham a aplicação da pena de morte nos Estados Unidos.
Durante a gravação, Pike também mencionou o receio relacionado aos efeitos do pentobarbital, medicamento utilizado em execuções por injeção letal. Ela comparou a descrição de possíveis sensações durante o procedimento a relatos envolvendo produtos químicos corrosivos.
Christa Pike está no corredor da morte há cerca de três décadas. Ela foi condenada pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, crime cometido quando Pike tinha 18 anos. O então namorado dela também foi condenado pelo envolvimento no caso.
Na gravação, Pike afirmou ainda sentir arrependimento pelo crime e reconheceu o impacto causado à família da vítima e às pessoas próximas aos envolvidos. Ela seria a primeira mulher executada no Tennessee em aproximadamente 200 anos, caso a tentativa tivesse sido concluída.
Fonte: Metrópoles