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Mestres de catira de Camapuã serão homenageados nos 25 anos da Comissão de Folclore

Iraci e Anataliano serão reconhecidos durante cerimônia em Campo Grande, que celebra tradições e saberes populares de Mato Grosso do Sul

Tradição já faz parte da identidade cultural de MS (foto: Arquivo)

A cultura popular de Camapuã estará representada na celebração dos 25 anos da Comissão Sul-Mato-Grossense de Folclore (CSMFL), com a homenagem aos mestres de catira Iraci Malaquias e Anataliano Amorim. O reconhecimento valoriza a trajetória de quem mantém vivas as tradições transmitidas entre gerações e contribui para preservar a identidade cultural de Mato Grosso do Sul.

A cerimônia integra a programação especial do jubileu de prata da comissão, que tem como tema “25 Anos Semeando Saberes: da Raiz à Escola”. As atividades serão realizadas nos dias 29 e 30 de outubro, em Campo Grande, com encontros, rodas de conversa e apresentações culturais abertas ao público.

Além da atuação na catira, Anataliano tem sua história ligada à Folia do Divino Espírito Santo, manifestação centenária da região de Santa Tereza. A tradição reúne fé, música e convivência comunitária, com foliões que percorrem a região a cavalo durante 15 dias, visitando famílias, realizando orações e convidando moradores para a festa.

Durante o percurso, os participantes levam a bandeira do Divino, cantam e mantêm práticas religiosas e culturais que atravessam gerações. Segundo Dayane Fernandes, filha de Anataliano, a família tem raízes na região desde a chegada de antepassados vindos de Minas Gerais, que se estabeleceram especialmente nas proximidades do distrito de Pontinha do Coxo.

Dayane destaca que a homenagem representa o reconhecimento não apenas dos mestres, mas também da história familiar e da cultura que ajudaram a preservar.

“É uma honra e demonstração da importância que a nossa história, nossa cultura e nossa família têm para o nosso Estado”, afirma.

A Folia do Divino Espírito Santo já foi reconhecida como patrimônio cultural imaterial de Mato Grosso do Sul, processo do qual os representantes dessa tradição também participaram. A homenagem aos mestres reforça a importância de valorizar pessoas que mantêm esses conhecimentos vivos nas comunidades.

Programação

A programação comemorativa começa na quinta-feira (29), com uma roda de conversa com mestres do saber popular tradicional local. Na sexta-feira (30), as atividades incluem encontro com organizações culturais, debate sobre a preservação do patrimônio imaterial e a cerimônia oficial dos 25 anos.

Quinta-feira (29) — Dia do Encontro

Às 18h, será realizado o Círculo da Palavra, com roda de conversa com mestres do saber popular tradicional local.

Local: C.E.E.P. Hércules Maymone.

Sexta-feira (30) — Dia da Memória

Às 9h30, a Teia de Saberes reunirá mestres e organizações culturais para discutir a salvaguarda do patrimônio imaterial, com o tema “O que estamos fazendo para o saber não desaparecer”.

Local: Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul.

Às 18h, será realizada a cerimônia de celebração dos 25 anos da comissão, intitulada Festa da Colheita, no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB/MS).

A programação inclui apresentação do Grupo Arte Viva, sob coordenação de Clarice Maciel, com violas de Oreval Moreira e Joenildo Chaves, catira com a Família Malaquias, homenagens aos mestres e parceiros da comissão, entrega do certificado Amigo do Saber Popular Tradicional ao C.E.E.P. Hércules Maymone e lançamento de novas ações da Estação Folclore e da Cápsula do Tempo.

A participação é aberta ao público. A celebração será uma oportunidade de conhecer e valorizar as manifestações culturais que fazem parte da história sul-mato-grossense e seguem vivas graças ao trabalho de mestres, famílias e comunidades.

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