Às vésperas do Halloween, relatos sobre uma mulher que teria embarcado em um táxi em frente ao Cemitério Santo Antônio e supostas aparições na Praça Ary Coelho continuam despertando a curiosidade dos moradores

Com a chegada do Halloween, celebrado neste sábado (31), histórias de mistério e assombração voltam a ganhar destaque. Em Campo Grande, duas lendas urbanas atravessam gerações e fazem parte do imaginário popular: a de uma passageira fantasma que teria sido vista por um taxista e a de supostas aparições na Praça Ary Coelho, no Centro da cidade.
Uma das narrativas mais conhecidas envolve um taxista chamado Baratinha e duas jovens que, segundo o relato, teriam sido encontradas em frente ao Cemitério Santo Antônio durante uma corrida na madrugada de 1979. As passageiras teriam pedido para seguir até uma igreja.
Durante o trajeto, uma delas contou que tinha medo de facas porque teria sido assassinada a golpes quando tinha apenas 13 anos. Ao perguntar onde a jovem morava, o motorista teria recebido uma resposta inesperada: ela afirmou que vivia no cemitério.
Desconfiado, Baratinha teria mudado o caminho e seguido até a região da antiga rodoviária, onde as duas mulheres desceram normalmente. No entanto, conforme a história, ao retornar ao ponto em frente ao cemitério, ele teria encontrado as mesmas passageiras novamente, esperando por outra corrida.
O taxista afirmava que o episódio havia acontecido de verdade, mas outros profissionais da categoria duvidavam da narrativa. Com 60 anos de profissão, Delvair Fronio diz nunca ter presenciado algo semelhante e considera a história uma lenda.
Outra narrativa popular está relacionada à Praça Ary Coelho. Antes de se tornar um dos espaços públicos mais conhecidos da região central, o terreno abrigou o primeiro cemitério de Campo Grande, utilizado nos primeiros anos da cidade e desativado em 1914.
Anos depois, a área passou por transformações e se tornou a praça atual, que recebeu o nome de Ary Coelho, prefeito de Campo Grande assassinado em Cuiabá, em 1952. O passado do terreno alimentou relatos populares sobre fantasmas, vultos e supostas aparições, principalmente durante a noite.
Apesar das histórias, não há registros consistentes que comprovem acontecimentos sobrenaturais no local. O antigo cemitério faz parte da história da cidade, enquanto os relatos de assombração permanecem no campo das lendas urbanas.
Cezar Nogueira, comerciante na região há cerca de 40 anos, também conhece as histórias, mas afirma nunca ter presenciado algo estranho. Segundo ele, morou nas proximidades da praça entre 1978 e 1986 e frequentava o espaço sem ouvir relatos que confirmassem as supostas aparições.
Atualmente, a Praça Ary Coelho continua sendo ponto de encontro e circulação de moradores no Centro de Campo Grande. Entre fatos históricos e histórias populares, as narrativas de mistério seguem despertando a imaginação de quem conhece a capital sul-mato-grossense.
Fonte: G1 MS