Rossana Paroschi Jafar usará tornozeleira eletrônica e só poderá deixar a residência para receber atendimento médico

A empresária Rossana Paroschi Jafar teve a prisão preventiva convertida em prisão domiciliar pela Justiça de Mato Grosso do Sul. A decisão levou em consideração o quadro de saúde da investigada, que possui diagnóstico de epilepsia e sofreu duas crises convulsivas desde que foi presa, em julho.
Rossana é investigada por suposta participação em um esquema envolvendo fraudes em contratos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o grupo teria movimentado cerca de R$ 27 milhões. O caso é investigado na Operação Gutenberg, conduzida pelo Gaeco.
De acordo com as investigações, o esquema teria utilizado a regulação de exames, cirurgias e leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) como forma de pressionar prefeituras a adquirir livros paradidáticos. Municípios como Angélica, Miranda, Ivinhema, Douradina, Bonito e Ladário aparecem entre os citados na apuração.
Com a decisão, Rossana deverá permanecer em casa, utilizar tornozeleira eletrônica por 180 dias e não poderá deixar Campo Grande sem autorização judicial. As saídas serão permitidas somente para consultas, exames e demais atendimentos médicos autorizados pela Justiça.
A Justiça manteve, porém, a prisão preventiva como medida de referência e negou os pedidos da defesa para revogá-la integralmente e para anular decisões anteriores. A magistrada considerou que questões relacionadas à competência das varas criminais ainda estão pendentes de análise no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.
As investigações também apontam outros integrantes da família Paroschi Jafar como suspeitos de participação no esquema. Entre os investigados estão os filhos de Rossana, Olívia, Felipe e Giovanni, além da ex-nora Rhayane Souza Fanaia. A operação foi deflagrada pelo Gaeco em julho deste ano.
Fonte: G1 MS