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Dono de conveniências é preso suspeito de vender cigarros eletrônicos a menores em Campo Grande

Investigação aponta que adolescentes utilizavam um código compartilhado em grupos de mensagens para comprar vapes; operação apreendeu cigarros eletrônicos, bebidas e outros produtos em dois estabelecimentos

Empresário também foi preso por contrabando de cigarros oriundos do Paraguai. — Foto: Gabi Cenciarelli/g1 MS

 

O proprietário de duas conveniências foi preso em flagrante nesta quinta-feira (22), em Campo Grande, suspeito de comercializar cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes, para menores de idade. A ação foi realizada pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon), da Polícia Civil, que cumpriu mandados em dois estabelecimentos.

 

Conforme informações apuradas pelo g1, os adolescentes precisariam informar um código compartilhado em grupos de aplicativos de mensagens no momento da compra dos dispositivos. As equipes policiais fiscalizaram uma unidade localizada na Rua Antônio Maria Coelho, na Vila Planalto, e outra na Rua Miguel Damha, na região do Residencial Damha.

 

Durante a operação, foram encontrados cigarros eletrônicos, bebidas de origem paraguaia e outros produtos. Na unidade do Residencial Damha, os policiais apreenderam 80 garrafas de vinho com indícios de descaminho, 28 cigarros contrabandeados e 44 essências para narguilé.

 

Defesa contesta suspeitas

 

O advogado Cauê Siqueira, que representa a empresa Belga Beer, negou que os produtos apreendidos sejam provenientes de contrabando. Segundo ele, as mercadorias possuem notas fiscais, que serão apresentadas aos órgãos competentes.

 

Sobre a suspeita de venda de cigarros eletrônicos a menores, o advogado afirmou que ainda não tinha informações suficientes sobre o caso. A defesa também levantou a hipótese de que o adolescente que teria feito a denúncia, de 13 anos, recebeu o dispositivo de uma terceira pessoa.

 

Ainda conforme o advogado, os cigarros eletrônicos encontrados no estabelecimento teriam sido deixados no local, e ele negou que os produtos estivessem sendo comercializados pela empresa.

 

A defesa informou que pretende acompanhar a audiência de custódia e solicitar a soltura do proprietário. A investigação deve esclarecer as circunstâncias da suposta venda dos dispositivos a menores e a origem dos produtos apreendidos.

 

Fonte : G1 MS

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