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De karaokê à selfie na delegacia: fotos revelam ligação íntima entre delegado de elite, policiais e traficantes em MS

Imagens em relatório da Polícia Federal reúne flagrantes de delegado confraternizando com chefes de facção, viatura emparelhada e visitas a arquivo policial, em Mato Grosso do Sul

De selfie na delegacia à karaokê: ligação entre traficantes e policiais. — Foto: Reprodução

 

Imagens anexadas ao inquérito da Operação Ifrit mostram encontros e momentos de descontração entre o delegado Hoffman D’Ávila e integrantes do Clã Haidar, apontado pela Polícia Federal (PF) como uma organização criminosa envolvida no tráfico internacional de drogas e armas. Segundo a investigação, os registros indicam proximidade entre policiais civis de Mato Grosso do Sul e integrantes do grupo, que foram alvos de mandados cumpridos nesta quarta-feira (4).

A operação, realizada pela Polícia Federal e pela Receita Federal em sete estados, mobilizou mais de 450 agentes para cumprir 76 mandados de busca e apreensão e 26 de prisão. A investigação apura um esquema de tráfico internacional de drogas e armas, além de corrupção policial, que teria movimentado mais de R$ 500 milhões em dois anos. O grupo atuava na região de fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, e, conforme a PF, mantinha ligações com facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Primeiro Grupo Catarinense (PGC).

Da esquerda para direita, Adel Hassan e delegado Hoffman. — Foto: Reprodução.

 

Em uma das fotografias, Hoffman aparece sentado à mesa com Adel Hassan Haidar, apontado como um dos líderes da organização criminosa. Os dois aparecem em um momento de descontração, cantando em um aparelho de karaokê. Para a Polícia Federal, o registro reforça a suspeita de proximidade pessoal e convivência social entre o delegado e Adel, que, segundo a investigação, seria responsável pelo financiamento do tráfico internacional de drogas e armas.

Hoffman, que já ocupou cargos de chefia na Denar e no Garras, é apontado pela PF como suspeito de viabilizar o desvio de duas toneladas de cocaína de um cofre policial, com substituição da droga por amido. A investigação estima que o esquema teria rendido R$ 15 milhões. Já Adel é descrito como um dos principais responsáveis pelo comando e financiamento das atividades criminosas do clã familiar na fronteira. As suspeitas fazem parte da apuração da Operação Ifrit.

Fonte: G1 MS

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