José Mariano Paz Chávez, conhecido como “Piña”, era apontado como um dos envolvidos com o narcotráfico e com o grupo ligado ao traficante uruguaio Sebastián Marset
José Mariano Paz Chávez, conhecido pelo apelido de “Piña”, foi um dos quatro homens mortos na sexta-feira (7) durante um confronto com equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, em uma área de mata próxima ao rio Coxim, em São Gabriel do Oeste. O grupo era procurado havia cerca de sete dias, após a interceptação de uma aeronave pela Força Aérea Brasileira (FAB), em uma região entre Camapuã e São Gabriel do Oeste.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades brasileiras e pela imprensa boliviana, os quatro ocupantes da aeronave foram obrigados a realizar um pouso forçado após a interceptação. Depois de abandonar o avião em uma propriedade rural de São Gabriel do Oeste, os suspeitos fugiram para uma área de vegetação e permaneceram escondidos durante aproximadamente uma semana. As buscas terminaram com um confronto entre os suspeitos e as forças especiais brasileiras, que resultou na morte dos quatro homens.
Paz Chávez era apontado como um suposto líder ligado ao narcotráfico e teria vínculos com o traficante uruguaio Sebastián Marset. O nome dele também aparece em investigações relacionadas a crimes violentos na Bolívia. Segundo as autoridades brasileiras, “Piña” estaria entre os envolvidos na emboscada que terminou com a morte de um policial em 31 de julho. Ele também era apontado como suspeito de participação no assassinato do advogado Lorgio Saucedo, ocorrido em 2 de setembro de 2025, em um aeródromo da comunidade de Coloradillo, em Warnes, no departamento de Santa Cruz.
Os antecedentes de “Piña” remontam pelo menos a 2017, quando foi preso e encaminhado ao presídio de Palmasola durante uma investigação relacionada ao sequestro e à tortura de Lorgio Saucedo. A morte dos quatro suspeitos encerrou a operação de buscas iniciada após a fuga do grupo para uma região de mata em Mato Grosso do Sul. As investigações devem continuar para esclarecer a participação dos envolvidos nos crimes atribuídos ao grupo e a possível ligação deles com organizações do narcotráfico.
