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Camapuanense ganha projeção internacional e leva pesquisa sobre o agro brasileiro para a Colômbia

Daiane Rodrigues Oliveira passará seis meses na Colômbia desenvolvendo parte de seu doutorado sobre sementes forrageiras tropicais brasileiras

Daiane Rodrigues Oliveira na Colômbia

 

As raízes de Camapuã agora ganham dimensão internacional por meio da trajetória de Daiane Rodrigues Oliveira, camapuanense que construiu sua carreira entre a administração, o comércio exterior, a pesquisa e o agronegócio. Criada no município desde os dois anos de idade e atualmente moradora de Campo Grande, Daiane embarca no dia 1º de setembro para a Colômbia, onde passará seis meses desenvolvendo parte de seu doutorado na Aliança Bioversity International & CIAT, centro internacional de pesquisa agrícola. A instituição mantém na Colômbia uma importante atuação em ciência, inovação, agricultura sustentável e conservação da agrobiodiversidade.

Pesquisadora Daiane Rodrigues Oliveira

 

A conquista é resultado de uma trajetória acadêmica construída ao longo dos anos. Daiane é administradora, possui formação em Comércio Exterior, é mestre em Produção e Gestão Agroindustrial e atualmente cursa doutorado em Agronegócio Sustentável pela Universidade Anhanguera-Uniderp. Na Colômbia, ela dará continuidade ao trabalho científico desenvolvido no doutorado, aprofundando uma pesquisa voltada à internacionalização sustentável das sementes forrageiras tropicais brasileiras. O tema possui relação direta com uma das áreas de atuação da Aliança, que mantém pesquisas sobre forragens tropicais, produtividade pecuária, sustentabilidade, biodiversidade e sistemas de produção resilientes.

O estudo de Daiane está inserido em uma área estratégica para o agronegócio brasileiro: compreender como produtos e tecnologias desenvolvidos no país podem ampliar sua presença em mercados internacionais de maneira sustentável. Durante os seis meses de experiência acadêmica, ela desenvolverá atividades científicas e terá contato com conhecimentos e pesquisas internacionais ligados à agricultura e à biodiversidade. Na Colômbia, a Aliança mantém, inclusive, o banco de germoplasma “Semillas del Futuro”, em Palmira, que conserva coleções globais de culturas como feijão, mandioca e forragens tropicais.

 

Daiane Rodrigues Oliveira

 

Para Daiane, entretanto, a viagem representa algo que vai muito além de uma etapa acadêmica. É também a oportunidade de levar consigo a história do município onde cresceu e as raízes que ajudaram a construir sua trajetória. “Eu me considero, com muito orgulho, filha dessa terra, onde estão minhas raízes e grande parte da minha história”, afirma. A experiência internacional reforça ainda uma mensagem importante para quem acompanha sua caminhada: a educação, a pesquisa e a conexão com o agronegócio podem abrir portas para além das fronteiras, inclusive para quem constrói sua trajetória a partir de uma cidade do interior de Mato Grosso do Sul.

A ida para a Colômbia marca, assim, um novo capítulo na história de uma camapuanense que leva o nome de sua cidade para um ambiente internacional de pesquisa agrícola. Daiane pretende retornar ao Brasil com novos conhecimentos e experiências que possam contribuir para sua formação e para os estudos relacionados ao agronegócio brasileiro. “Levo comigo também o nome e as raízes de Camapuã e de Mato Grosso do Sul”, destaca. A conquista evidencia como uma trajetória construída com estudo, pesquisa e dedicação pode transformar as raízes de uma cidade do interior em uma ponte para o cenário internacional.

Daiane Rodrigues Oliveira
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