José Antônio Pires de Souza, conhecido como Zé Bocão, foi preso em Iguatemi sob suspeita de tentar subornar policiais durante uma abordagem. Ele foi solto após pagar fiança de R$ 32,4 mil

José Antônio Pires de Souza, de 71 anos, conhecido como Zé Bocão, foi exonerado do cargo em comissão de assessor de gabinete parlamentar da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), com efeito retroativo a 1º de outubro. A exoneração foi assinada pelo presidente da Casa, Gerson Claro. Ele trabalhava no gabinete do deputado estadual Lídio Lopes (Avante).
O assessor foi preso em 30 de setembro, em Iguatemi, após ser flagrado transportando R$ 127 mil em espécie e materiais de campanha eleitoral. Segundo a Polícia Militar, ele seguia de Campo Grande para Mundo Novo quando foi abordado. A prisão ocorreu após uma denúncia de que um veículo trafegava em alta velocidade e transportava, supostamente, materiais ilícitos com destino a Japorã.
Durante a fiscalização, os policiais encontraram 10 pacotes marrons com dinheiro dentro de uma mochila preta e outro pacote semelhante em uma sacola rosa, junto com roupas. Um dos volumes continha R$ 14 mil em cédulas de R$ 50 e R$ 100, enquanto os demais não foram abertos nem contabilizados naquele momento. No veículo e no porta-malas, também havia santinhos, faixas e adesivos relacionados à campanha de Lídio Lopes. Conforme o registro policial, José afirmou que levaria o dinheiro e os materiais para Mundo Novo, onde trabalhava na campanha, mas não soube informar a origem dos valores.
Ainda segundo a polícia, ao ser informado de que seria encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos, o assessor teria oferecido R$ 5 mil a cada policial para impedir o prosseguimento da ocorrência. Ele recebeu voz de prisão e foi levado à Delegacia de Polícia de Iguatemi com o veículo, o dinheiro, os materiais de campanha e um celular com adesivo de Lídio Lopes. José foi solto em 2 de outubro, após decisão da juíza Sabrina Rocha Margarido João e pagamento de fiança de R$ 32.420, equivalente a 20 salários mínimos. A defesa alegou ausência de requisitos para a prisão preventiva e destacou problemas de saúde do investigado, que apresenta comprometimento da coluna vertebral. O g1 procurou a defesa de José Antônio e a assessoria do deputado Lídio Lopes, mas não obteve retorno até o fechamento da reportagem. Ex-vereador de Mundo Novo, José também já presidiu a Câmara Municipal do município.
Fonte: G1 MS