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Artistas se mobilizam contra leilão do antigo Cine Campo Grande

Cinema marcou gerações de espectadores e profissionais da área cultural

Artistas, produtores culturais e educadores de Mato Grosso do Sul divulgaram carta aberta pedindo que o Sesc-MS reconsidere a decisão de leiloar o Cine Campo Grande. O espaço é tido com um dos mais simbólicos da história audiovisual da Capital, há anos fechado e sem uso.

No documento, o Colegiado Audiovisual de Mato Grosso afirma que o cinema marcou gerações de espectadores e profissionais da área cultural, sendo responsável pela formação do olhar de milhares de campo-grandenses ao longo das últimas décadas.

O grupo ressalta que as duas salas de exibição do local exibiram produções regionais, nacionais e internacionais, além de clássicos do cinema. Para os signatários da carta, o espaço também funcionou como ponto de encontro social e cultural, reunindo diferentes gerações em torno da experiência cinematográfica.

”A memória audiovisual não pode ser vendida”, afirma o documento, que classifica a possível venda do imóvel para outra finalidade como um retrocesso simbólico e cultural para Mato Grosso do Sul e faz, indiretamente, um apelo à memória afetiva do campo-grandense que frequentava o cinema e que está ligada àquele ponto da cidade.

O Cine Campo Grande foi inaugurado em 1980 e, segundo os artistas, permanece vivo no imaginário da população. A carta também lembra que a cidade já teve outros cinemas de rua marcantes, como Santa Helena, Alhambra, Acapulco, Rialto, Plaza e Center, que ainda vivem na memória coletiva e, volta e meia, são relembrados com muito saudosismo, o que é inevitável.

Em 2013, o Sesc-MS adquiriu o prédio com a proposta de transformá-lo em um centro cultural, projeto que agradou e gerou muita expectativa na comunidade artística local. À época, também foi anunciada a intenção de homenagear a professora Maria da Glória Sá Rosa, conhecida como Glorinha, dando seu nome ao futuro espaço cultural, o que também foi visto com bons olhos.

Com o atraso das obras, provocado por questões urbanísticas apontadas pela prefeitura, o Ministério Público chegou a solicitar esclarecimentos sobre a paralisação da reforma, e agora, a possibilidade de leilão reacendeu o debate sobre o destino do prédio.

Na carta, os artistas defendem que a instituição busque alternativas junto ao poder público e à iniciativa privada para viabilizar a manutenção do espaço cultural. Entre as possibilidades sugeridas estão parcerias com a Ancine (Agência Nacional do Cinema), o MinC (Ministério da Cultura) e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que possuem linhas de apoio para implantação de salas de cinema no país e que podem, assim, abrir as possibilidades para o empreendimento em Campo Grande.

O documento conclui com um apelo para que o Cine Campo Grande não seja retirado do mapa cultural do estado e, ainda, para que o espaço volte a cumprir sua função de difusão artística e de encontro da comunidade.

Fonte: TopMidia News

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