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Polícia Militar alerta moradores de Camapuã sobre riscos de queimadas durante período de estiagem

Tenente Faria reforça que fogo utilizado para limpeza de terrenos pode sair de controle, provocar incêndios de grandes proporções, causar problemas à saúde e gerar responsabilização para quem der causa à ocorrência

Tenente Faria da PMMS em Camapuã

Com a chegada do período de estiagem, marcado por baixa umidade do ar, temperaturas elevadas, vegetação seca e presença de ventos, a Polícia Militar de Camapuã reforça o alerta para os riscos relacionados às queimadas. Segundo o Tenente Faria, da Polícia Militar de Camapuã, uma pequena quantidade de fogo pode rapidamente sair do controle e atingir terrenos vizinhos, áreas de vegetação, propriedades rurais, veículos e residências. “Uma pequena quantidade de fogo pode rapidamente se transformar em um incêndio de grandes proporções”, alerta o tenente, que orienta a população a evitar o uso do fogo para a limpeza de terrenos, folhas, galhos, lixo e restos de poda.

O Tenente Faria também chama a atenção para as consequências legais de uma queimada irregular. De acordo com ele, dependendo das circunstâncias e dos danos provocados, quem inicia o fogo pode responder nas esferas administrativa, civil e criminal, além de estar sujeito a autuações e multas. A situação pode se tornar ainda mais grave quando as chamas atingem propriedades de terceiros, áreas de preservação ou provocam riscos à integridade física das pessoas. “Não coloque fogo acreditando que, por ser uma pequena queima, não haverá responsabilidade”, ressalta. Segundo o militar, até mesmo a falta de cuidado ou a imprudência podem gerar consequências quando a conduta resultar em dano ou perigo previsto em lei.

Fogo toma conta de mata na Vila Izolina, em Camapuã. Foto Direto das ruas.

 

Outro ponto destacado pela Polícia Militar é o impacto da fumaça na saúde e na segurança da população. O Tenente explica que a fumaça não permanece necessariamente no local onde a queimada começou e pode ser carregada pelo vento para bairros e regiões próximas, atingindo pessoas que não tiveram qualquer participação na ocorrência. Crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios podem ser especialmente prejudicados. “Não se trata apenas do direito de uma pessoa limpar sua propriedade. Existe também o dever de não causar prejuízo, risco ou perigo à coletividade”, destaca Faria, lembrando ainda que a fumaça pode reduzir a visibilidade em vias públicas e contribuir para acidentes.

Fogo em mata quase atinge casa na Vila Santa Rita de Cássia em Camapuã. Redes sociais

Ao perceber um incêndio, a orientação é não colocar a própria vida em risco e acionar imediatamente os órgãos responsáveis. O morador deve informar a localização exata, pontos de referência e, quando possível e sem se aproximar das chamas, indicar a direção em que o fogo está avançando e se existem residências, pessoas, animais, veículos ou redes elétricas ameaçadas. A Polícia Militar também deve ser comunicada principalmente quando houver suspeita de que o incêndio tenha sido provocado de maneira irregular ou criminosa. “A prioridade deve ser preservar vidas. Bens materiais podem ser recuperados; uma vida perdida não”, reforça o Tenente Faria.

Área de mata fica destruída na Vila Santa Rita de Cássia em Camapuã. Foto Adiel Cabral

 

Por fim, o Tenente Faria deixa um apelo aos moradores de Camapuã para que não utilizem o fogo como ferramenta de limpeza e adotem alternativas como capina, roçada, retirada mecânica da vegetação e destinação adequada dos resíduos, conforme as regras aplicáveis. Ele também orienta que terrenos sejam mantidos limpos e que a população comunique às autoridades situações de queimadas irregulares, sem confrontar ou se colocar em risco. “O fogo que você coloca no seu terreno pode terminar dentro da casa de outra pessoa. Portanto, neste período crítico, a melhor escolha é não queimar. A prevenção é responsabilidade de todos”, conclui o policial.

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