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Após perder uma das filhas gêmeas, Keith abre o coração pela primeira vez e revela força na fé em Camapuã

Em entrevista exclusiva, líder do Ministério Mulher Rara compartilha o luto pela filha Liz, revela como tem reconstruído a vida e deixa uma mensagem de esperança para quem enfrenta a dor da perda

Keith com as filhas gêmeas. Foto/Arquivo pessoal

Em uma entrevista marcada por emoção e coragem, Keith Leite Vieira, de 36 anos, decidiu falar pela primeira vez sobre a maior dor de sua vida: a perda da pequena Liz, uma de suas filhas gêmeas, vítima de um acidente doméstico ocorrido em 13 de abril de 2025 há quase um ano. Moradora de Camapuã e líder do círculo de oração Ministério Mulher Rara, ela escolheu abrir o coração não apenas para contar sua história, mas para ajudar outras pessoas que enfrentam o luto:

“Meu chão se abriu naquele dia. Desde então, venho ressignificando minha vida e vivendo um dia de cada vez”, relata.

Casada há 17 anos com Max França Xavier, pastor presidente da igreja, Keith é mãe de Misael, de 16 anos, e de Maite, irmã gêmea de Liz. A família, segundo ela, se tornou ainda mais unida após a tragédia. “Hoje vivo pela minha família, eles são minha base e minha fortaleza. Deus nos uniu ainda mais para continuar a obra dEle”, afirma. A fé, que sempre fez parte da sua caminhada, passou a ser também um refúgio nos dias mais difíceis.

Ao relembrar a gestação das gêmeas, Keith descreve um período de emoções intensas. A descoberta de que seriam duas meninas trouxe alegria, mas também desafios, já que se tratava de uma gravidez de risco. Ainda assim, tudo correu bem:

“Foi um misto de alegria e preocupação, mas elas nasceram saudáveis. Foi um momento muito especial na nossa vida”, conta, ao recordar o nascimento de Liz e Maite, em Campo Grande.

O luto, no entanto, trouxe questionamentos profundos. “Eu perguntei muitas vezes: por que comigo? Por que dessa forma?”, desabafa. Os primeiros meses foram, segundo ela, “doloridos e desesperadores”. Mas, em meio à dor, encontrou apoio em gestos simples e fundamentais. “Tive anjos chamados amigas, que oravam comigo todos os dias. Eu me senti acolhida, amada. Isso me ajudou a continuar”, relembra. A música também se tornou parte essencial do processo de cura: “Foi nos louvores que encontrei forças. Hoje eu e meu esposo cantamos na igreja.”

Mesmo após quase um ano, a saudade permanece constante. “Não tem um dia que eu não lembre dela. A dor de não tê-la comigo me corrói”, confessa. Ainda assim, Keith encontra consolo na fé. “Acredito que ela está em um lugar lindo, sem dor, sem sofrimento. E eu vivo pelo dia do nosso reencontro na eternidade.” Para ela, confiar em Deus tem sido essencial:

“Mesmo sem entender, eu sei que há um propósito maior.”

Transformando dor em missão, Keith hoje se dedica ainda mais a acolher outras mulheres. “Quando você cuida da dor do outro, Deus cuida da sua dor”, afirma. Ao final da entrevista, deixa uma mensagem para quem enfrenta perdas semelhantes:

“Não se isole. Procure ajuda, se permita ser cuidada. Seja por amigos, profissionais ou pela fé. Eu recorri a tudo isso — e tem me ajudado a levantar todos os dias.”

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