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Entre o luto e a reconstrução: a dor e a superação de Rodrigo Souza após perder a mãe para o câncer de mama

Assessor parlamentar e social media, ele fala sobre a perda da mãe, o impacto emocional do luto, o diagnóstico de ansiedade e o caminho de fé e cuidado com a saúde mental

Rodrigo, com sua mãe, Claúdia. Arquivo pessoal.

A morte da mãe, vítima do câncer de mama, transformou profundamente a vida de Rodrigo Souza. Cláudia — carinhosamente chamada por muitos de Dona Cláudia — faleceu no dia 3 de outubro de 2025, e desde então o assessor parlamentar e social media precisou lidar com um luto que se revelou mais intenso do que ele imaginava:

“Perder é muito forte”, afirma. Pela fé, Rodrigo prefere dizer que devolveu “uma joia para Deus”, compreensão que o ajuda a atravessar a dor e seguir em frente.

O processo de luto, no entanto, não foi simples. Rodrigo conta que acreditava que conseguiria ser mais forte emocionalmente, mas logo percebeu que a dor ultrapassava o esperado. “Precisei reconhecer minha fraqueza para começar a ressignificar a dor da ruptura”, relata. A tristeza deixou de ser apenas saudade e passou a se manifestar em crises de ansiedade, pânico e sofrimento emocional constante.

Foi nesse contexto que veio o diagnóstico de Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). Para Rodrigo, apesar do impacto inicial, o diagnóstico trouxe clareza. “Pode parecer estranho, mas foi bom”, diz. A partir desse reconhecimento, ele iniciou o tratamento adequado e passou a compreender que havia um caminho possível para a melhora, mesmo em meio à ausência da mãe:

“Foram dias que pareciam noites”, relembra, destacando o quanto o processo exigiu enfrentamento interno.

A fé teve papel central nessa travessia, mas caminhou junto com o cuidado profissional. Terapia, medicação e exercícios físicos passaram a fazer parte da rotina como instrumentos de reconstrução. Rodrigo afirma que precisou quebrar preconceitos, especialmente em relação ao tratamento medicamentoso. “Deus cura também através da medicina”, reforça. Segundo ele, os avanços foram sentidos no corpo, no emocional e no espiritual, refletindo em mais equilíbrio, clareza e qualidade de vida.

Além do acompanhamento profissional, Rodrigo destaca que buscar ajuda em Cristo por meio da igreja foi essencial nesse processo. Ele afirma que a comunhão, a oração e o suporte da comunidade de fé o fortaleceram nos momentos mais difíceis. Um dos textos bíblicos que se tornaram base para sua caminhada está em Salmos, capítulo 46, versículo 1: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem-presente nas tribulações.” Para ele, essa promessa trouxe consolo e renovou a esperança nos dias mais desafiadores.

Hoje, a saudade da mãe permanece, mas já não paralisa. A dor deu lugar a um novo entendimento sobre a vida, o luto e o cuidado com a saúde mental. “O luto precisa ser vivido”, orienta. Rodrigo faz questão de deixar uma mensagem a quem enfrenta perdas semelhantes: buscar ajuda, respeitar os próprios limites e não caminhar sozinho. “Vai passar”, afirma, com a autoridade de quem segue em frente sem esquecer, mas transformando a dor em aprendizado e propósito.

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