Vilma Luciene e Antônio Firmino viajaram em caravana para participar do evento histórico em Dourados

Camapuanenses que participaram do evento histórico de fé realizado por Frei Gilson em Dourados compartilharam sua experiência marcante. No último domingo (7), o Santuário Diocesano Nossa Senhora Aparecida, no distrito de Vila São Pedro, recebeu milhares de fiéis para a celebração do show gratuito — entre eles estavam Vilma Luciene e seu esposo Antônio Firmino, vindos de Camapuã em caravana.
O encontro religioso fazia parte das comemorações de dois marcos significativos para a comunidade local: os 90 anos da Catedral Imaculada Conceição e os 100 anos da chegada da imagem da Imaculada Conceição à Diocese de Dourados. O clima era de fé, memória e devoção, com milhares de pessoas vindas de várias cidades do Mato Grosso do Sul — e até do Paraguai — para participar da celebração que entrou para a história do estado.
“Foi uma experiência única pra mim”, contou Vilma Luciene ao Navega MS. Ela destacou que nunca tinha visto tanta gente reunida e que, apesar da grande multidão e do empurra-empurra, cada segundo valeu a pena. “Foi lindo”, reforçou. A satisfação de viver algo tão grandioso ainda ecoa em suas palavras.

A camapuanense relatou que a peregrinação começou no sábado (6). O casal saiu de Camapuã, passou por Campo Grande, e de lá embarcou rumo a Dourados por volta das 23h:
“Ficamos a noite inteira no ônibus, chegamos lá 4 horas da manhã. Aí já chegamos, já rezamos o terço, teve a missa”, disse.
Segundo Vilma, apesar da enorme quantidade de fiéis, a entrada no santuário ocorreu de forma organizada: os portões abriram às 3h30 da madrugada e o acesso foi tranquilo. “Tinha lugares pra escolher, não tão perto do palco, mas com bastante sombra. Foi muito bom”, relatou.
Ela confessou o desejo de chegar mais perto do palco, mas explicou que, devido à grande movimentação — muitos já haviam chegado no sábado à tarde — isso não foi possível:
“Minha vontade era ter chegado mais cedo pra ter ficado em frente ao palco, mas não conseguimos. Já tinha muita gente. Muita gente mesmo.” Ainda assim, para ela, a experiência foi grandiosa: “Foi uma coisa única, que a gente jamais pensou que ia viver. Eu, principalmente. Foi tremendo.”
Para os camapuanenses presentes — e para milhares de fiéis de várias regiões — o show de Frei Gilson representou mais que um evento musical ou religioso: foi um marco de fé, memória e comunhão que uniu gerações, reforçou raízes católicas e transformou Dourados no palco de um dos maiores encontros religiosos do Mato Grosso do Sul.