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Sobrevivente da tragédia que matou atletas de Camapuã abre o coração após um ano do acidente

Em entrevista exclusiva ao Navega MS, Scarlet Lorraine, de 20 anos, relembra tragédia, fala sobre sua recuperação e compartilha mensagem de superação

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O dia 8 de dezembro marca um ano do trágico acidente que vitimou duas atletas de Camapuã na BR-163, deixando marcas profundas na cidade e na vida de muitas famílias. Para Scarlet Lorraine, de 20 anos, sobrevivente do acidente, a data tem um significado ainda mais pessoal: um ano desde que sua vida foi transformada, e desde então ela precisou se adaptar a uma nova realidade na cadeira de rodas.

Em sua primeira entrevista exclusiva ao Navega MS, Scarlet abriu seu coração, relembrando o acidente, as dificuldades do primeiro ano e a força que encontrou para seguir em frente.

“Hoje é um dia muito triste e marcante. Não só a minha vida mudou, mas a da Marcela e da Kamilly acabou. Todo mundo ficou marcado por aquilo”, disse Scarlet, lembrando as amigas que perderam a vida naquele dia.

O acidente aconteceu quando o ônibus que transportava a equipe de futsal feminino voltava de um evento esportivo. O impacto entre o veículo e uma carreta provocou a morte de Kamilly Camargo, de 17 anos, e Marcela Andressa, de 30 anos, e deixou 10 pessoas feridas, incluindo Scarlet.

Scarlet relembra os momentos antes da tragédia:

“A viagem estava divertida, mas a tensão era grande. Eu até fiz uma piada sobre a velocidade do ônibus… Depois, bati a cabeça e só recuperei a consciência à noite, ouvindo os gritos de socorro da Marcela. Foi aterrorizante.”

Desde então, a rotina da jovem mudou completamente. A maior dificuldade, segundo ela, é a mobilidade e a falta de acessibilidade em Camapuã:

“Se quero ir tomar um sorvete ou visitar minha irmã, nem todos os lugares são acessíveis. No começo, não conseguia nem sentar sozinha. Hoje, consigo me virar na maior parte das atividades, mas ainda é um desafio diário.”

Scarlet também explicou que segue fazendo fisioterapia diariamente e que, embora os médicos ainda não tenham uma definição de quando ela poderá voltar a andar, ela mantém confiança e esperança:

“Faço fisioterapia todos os dias. A probabilidade de voltar a andar é incerta, cada lesão na medula é única. Mas eu mantenho a fé e a esperança de que a recuperação é possível. A cada dia me sinto mais forte e determinada.”

Apesar das limitações, Scarlet encontrou força em sua família e amigos.

“O que me motiva é a minha família. Eles me deram a mão quando eu mais precisei. Este primeiro ano foi uma vitória: aprendi que a vida é feita de adaptação e que mesmo depois de uma tragédia, ainda temos motivos para viver.”

Nas redes sociais, Scarlet compartilhou um desabafo emocionante:

Não é um dia de festa, mas de lembrança forte. Sinto tristeza, mas a gratidão é maior ainda. Ganhei uma segunda chance e quero agradecer a todos que me apoiaram. Este último ano foi uma guerra, mas eu venci a batalha de estar viva.”

Hoje, Scarlet Lorraine é símbolo de força, resiliência e superação, mostrando que, mesmo diante de perdas e mudanças drásticas, é possível reconstruir a própria vida com coragem, amor e esperança.

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