Inspirado pelo pai, Roussevel Monteiro vai representar Camapuã na categoria juvenil do maior rodeio da América Latina, levando dedicação e orgulho para a cidade que o acolheu

O barulho da boiada, o cheiro da arena e a adrenalina antes de cada montaria sempre fizeram parte da vida de Roussevel Monteiro, de 17 anos. Filho de um peão que montou por dez anos em touros, ele cresceu respirando o universo do rodeio. “Desde novinho sempre acompanhei meu pai nos rodeios, ajudava a arrumar a traia dele pra ele se preparar. Foi aí que comecei a me interessar. Com 6 anos eu já tava montando em carneiro e lembro que ganhei um prêmio no rodeio de carneiro aqui em Camapuã mesmo”, recorda.
O caminho até Barretos começou com um curso desafiador: exercícios intensos, treinamentos e duas montarias para cada participante. No fim, apenas as melhores somatórias garantiriam uma vaga na arena mais famosa do Brasil:
“Foi a base de 30 competidores e me senti muito orgulhoso de mim mesmo. Consegui ver que todo meu esforço nunca foi em vão”, conta Roussevel, que vai competir na categoria juvenil do Rodeio Internacional de Barretos.

Mesmo não sendo camapuanense de nascimento, Roussevel carrega a cidade no coração. “Pra mim é como se eu tivesse nascido aqui, porque foi aqui que sempre treinei desde novinho, sonhando com uma oportunidade dessas”, diz. E oportunidades não faltaram para testar suas habilidades: ele já participou de três eventos, com destaque para um bolão realizado em Camapuã, na Cia Davi Rezende, onde conquistou o 4º lugar.
Para o desafio em Barretos, a preparação continua com disciplina e foco. “Quem me conhece sabe que eu sempre fui muito dedicado e que levo isso muito a sério. Agora vou focar em exercícios físicos leves e fazer alguns ajustes nos meus movimentos. Me sinto preparado e com a mente boa”, garante.
O sonho, no entanto, vai além da categoria juvenil. Roussevel mira alto e quer chegar ao topo do rodeio profissional. “Meu maior objetivo é ganhar o rodeio internacional de Barretos profissional. Eu não nasci com talento pra montar em touros, mas sempre fui muito dedicado. Creio que daqui alguns anos eu posso e almejo ganhar o internacional de Barretos”, afirma, com a confiança de quem sabe que persistência também é talento.
De Camapuã para o Brasil, Roussevel Monteiro leva na bagagem não apenas o chapéu e a traia, mas a história de um jovem que transforma inspiração e dedicação em conquista — e que agora, na arena de Barretos, vai mostrar que sonhos de criança podem se tornar realidade.
🙏🏼❤️👊🏼