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“Mulheres que Movem Camapuã”: De faxineira à técnica de enfermagem que cuidou de uma cidade inteira por mais de três décadas

Profissional é lembrada por sua dedicação e impacto na vida de gerações, inspirando familiares e toda a comunidade

Carmelina Silva

Carmelina Machado da Silva, técnica de enfermagem aposentada, dedicou mais de três décadas de sua vida à saúde de Camapuã, acompanhando gerações de moradores e tornando-se uma referência no cuidado com pacientes e no fortalecimento do atendimento básico no município. Hoje aposentada, Carmelina segue mantendo contato com aqueles que ajudou, colhendo o carinho e reconhecimento da comunidade.

Ela iniciou sua trajetória na área da saúde em 1982, como faxineira, mas logo encontrou sua vocação: “Uma colega me chamou para a sala de vacina. Eu fui, fiz a vacina, saí bem e dali me motivei. Já gostei e fiquei lá até me aposentar. Para mim, a saúde é tudo, é maravilhoso cuidar da vida das pessoas”, lembra Carmelina, destacando a importância do carinho e da atenção no trabalho diário.

 

Ao longo dos anos, Carmelina estudou e se qualificou, passando de auxiliar a técnica de enfermagem. “Estudei primeiro e segundo grau, fiz cursos, saí de lá como técnico de enfermagem, com muito orgulho. A experiência de lidar com a população é muito gratificante. Ver as pessoas na rua lembrando do que eu fiz por elas me enche de alegria”, conta a ex-enfermeira.

Seu impacto na comunidade vai além de seus anos de trabalho: a dedicação de Carmelina inspirou familiares a seguir carreira na área da saúde:

“Tenho filha, sobrinha, sobrinhos na saúde. Eu dou todo o apoio porque cuidar da vida das pessoas é muito gratificante. A saúde para mim é tudo na vida”, afirma.

Entre desafios diários e situações diversas de atendimento, Carmelina destaca que cada paciente exige atenção especial. “Todo dia é uma coisa diferente. Cada paciente tem um jeito, e isso me ensinou muito. A saúde muda toda hora, mas é sempre gratificante, é muito bom cuidar, dar carinho, atenção. Nada paga isso na vida”, reforça ela.

Hoje, aposentada, Carmelina dedica-se à família e aos amigos, mantendo o contato com antigos pacientes e compartilhando sua experiência. “Gosto de andar na rua e ver as pessoas que cuidei, conversar, dar atenção. Sempre digo às minhas amigas: se puderem trabalhar na saúde, trabalhem, porque é gratificante ajudar o próximo. Não tem retorno material que pague”, conclui Carmelina, deixando uma mensagem de inspiração para todas as mulheres de Camapuã.

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