Reposicionamento estratégico da multinacional reacende debate sobre competitividade, custos e ambiente de negócios no país

A FedEx, empresa americana de logística e transporte com sede nos Estados Unidos, anunciou o encerramento de suas operações de entregas domésticas no Brasil. A decisão não significa a saída total da companhia do país, mas sim uma mudança de estratégia: a multinacional seguirá atuando apenas nos serviços de transporte internacional, importação, exportação e soluções de cadeia logística.
Segundo informações divulgadas pela própria empresa e confirmadas pela imprensa econômica, o encerramento das entregas dentro do território nacional ocorrerá de forma gradual, com prazo final previsto para fevereiro de 2026, respeitando contratos já firmados. Nas redes sociais, a notícia gerou repercussão e levantou questionamentos sobre uma possível saída definitiva do Brasil, o que não procede.
Apesar de especulações que associam a decisão à alta carga tributária brasileira, a FedEx não citou oficialmente os impostos como motivo principal. Em seus comunicados, a empresa afirma que a medida faz parte de um reposicionamento estratégico diante das dinâmicas do mercado logístico nacional, marcado por forte concorrência e custos operacionais elevados.
O impacto será sentido principalmente por empresas e clientes que utilizavam os serviços domésticos da FedEx, que precisarão buscar alternativas no mercado interno. Ao mesmo tempo, a decisão da multinacional americana reacende o debate sobre o ambiente de negócios no Brasil e os desafios enfrentados por grandes empresas estrangeiras para manter operações competitivas no país.