Pleito define cargos federais e estaduais, reforça o papel do eleitor e destaca a importância da participação popular em Mato Grosso do Sul

As Eleições Gerais de 2026 representam um dos momentos mais importantes da democracia brasileira e devem mobilizar milhões de eleitores em todo o país. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o primeiro turno do pleito está marcado para o dia 4 de outubro de 2026, quando a população irá às urnas para escolher representantes dos poderes Executivo e Legislativo, em nível federal e estadual. Caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta dos votos válidos para os cargos de presidente da República ou governador no primeiro turno, a legislação eleitoral prevê a realização de um segundo turno em 25 de outubro de 2026.
Neste ciclo eleitoral, os brasileiros irão escolher o presidente e o vice-presidente da República, além de renovar parte expressiva do Congresso Nacional. Conforme regras definidas pela Justiça Eleitoral, estarão em disputa 513 vagas para deputado federal, distribuídas entre os estados de acordo com o tamanho do eleitorado, e 54 cadeiras no Senado Federal, já que cada estado e o Distrito Federal elegerão dois senadores, em um processo de renovação de dois terços da Casa, para mandatos de oito anos.
No âmbito estadual, os eleitores de Mato Grosso do Sul também terão papel decisivo ao escolher o governador e o vice-governador, além dos deputados estaduais que irão compor a Assembleia Legislativa. Esses parlamentares são responsáveis pela elaboração das leis estaduais, fiscalização do Executivo e definição do orçamento público, com impacto direto em áreas como saúde, educação, infraestrutura e segurança pública.
Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), no dia da votação o eleitor seguirá uma ordem pré-definida na urna eletrônica. Primeiro, será registrado o voto para deputado federal, seguido de deputado estadual. Na sequência, o eleitor vota para senador, com dois votos consecutivos, correspondentes às duas vagas em disputa. Depois, escolhe o governador e o vice-governador, finalizando o processo com o voto para presidente e vice-presidente da República. Apenas os cargos do Executivo podem ter segundo turno, conforme estabelece a Constituição.
Mato Grosso do Sul chega às eleições de 2026 com um eleitorado que se aproxima de 2 milhões de pessoas aptas a votar, conforme dados atualizados da Justiça Eleitoral. As mulheres representam pouco mais de 52% desse total. No entanto, o TRE-MS alerta para um número significativo de eleitores que podem ficar impedidos de participar do pleito caso não regularizem a situação do título eleitoral. Mais de 88 mil eleitores sul-mato-grossenses apresentam pendências, especialmente por ausência às urnas em eleições anteriores sem justificativa.
Em municípios do interior, como Camapuã, a participação da população ganha ainda mais relevância. Dados do TRE-MS indicam que centenas de títulos eleitorais no município foram cancelados por irregularidades, o que pode impactar diretamente o comparecimento às urnas. Em cidades de menor porte, cada voto tem peso significativo na definição dos rumos políticos do estado e do país.
O sistema eleitoral brasileiro combina dois modelos de escolha. Para cargos como presidente da República, governador e senador, é aplicado o sistema majoritário, no qual vence o candidato mais votado, respeitando a exigência de maioria absoluta nos casos em que há segundo turno. Já para deputados federais e estaduais, o país adota o sistema proporcional, em que as vagas são distribuídas conforme o desempenho dos partidos e federações, levando em conta o total de votos válidos e os critérios definidos pela legislação eleitoral.
Mais do que uma obrigação legal, o voto é um instrumento fundamental de participação cidadã. As decisões tomadas nas urnas em 2026 irão influenciar diretamente a condução do país e de Mato Grosso do Sul nos próximos anos. Para municípios como Camapuã, o engajamento do eleitor é essencial para garantir representatividade, fortalecer a democracia e assegurar que as demandas locais tenham voz nas instâncias de poder.