Número representa mais de 3% do eleitorado do município e acende alerta para a necessidade de regularização antes das eleições de 2026

Camapuã registrou 369 títulos eleitorais cancelados por irregularidades no último pleito, conforme dados oficiais da Justiça Eleitoral, divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) com base no fechamento do cadastro eleitoral após as eleições anteriores. O cancelamento ocorre, principalmente, quando o eleitor deixa de votar em três eleições consecutivas — considerando cada turno como um pleito — e não apresenta justificativa nem regulariza a situação dentro do prazo legal.
De acordo com os dados do último levantamento oficial, Camapuã possui 11.148 eleitores registrados. Com isso, os 369 títulos cancelados representam aproximadamente 3,3% do eleitorado do município, um percentual considerado relevante, especialmente em cidades do interior, onde cada voto tem peso significativo na definição dos rumos políticos locais e estaduais. Enquanto esses títulos permanecerem cancelados, os eleitores ficam impedidos de votar nas eleições de 2026.
A Justiça Eleitoral tem reforçado campanhas permanentes de regularização do título, inclusive com ações presenciais e mutirões em parceria com veículos de comunicação e instituições locais. Em Camapuã, iniciativas de orientação ao eleitor já foram divulgadas em parceria com o portal Navega MS, com o objetivo de facilitar o acesso da população aos serviços eleitorais e reduzir o número de pessoas impedidas de exercer o direito ao voto. A recomendação é que o eleitor procure o quanto antes o cartório eleitoral ou utilize os canais digitais do TSE e do TRE-MS para verificar sua situação e regularizar possíveis pendências, caso ainda haja prazo legal disponível.
Além de impedir o voto, o título eleitoral cancelado pode gerar outras consequências, como dificuldade para emitir passaporte, tomar posse em concurso público, renovar matrícula em instituições públicas de ensino e obter alguns documentos oficiais. O voto é obrigatório para brasileiros alfabetizados entre 18 e 70 anos, enquanto é facultativo para jovens de 16 e 17 anos, pessoas com mais de 70 anos e analfabetos. A Justiça Eleitoral reforça que manter o título em dia é um ato de cidadania e participação democrática, essencial para garantir representatividade e fortalecer a democracia, especialmente em municípios como Camapuã.