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Após sobreviver a um atropelamento, Rubiane Garcia transforma dor em fé e gratidão

Sobrevivente de um grave acidente com caminhão, jovem de Camapuã compartilha um testemunho de fé, superação e serviço ao próximo

Rubiane Garcia

A história de Rubiane Garcia, de 25 anos, é um testemunho de fé que convida à reflexão. Conhecida em Camapuã por seu jeito sempre sorridente e acolhedor, ela carrega uma trajetória marcada por desafios profundos, livramentos e uma escolha diária: responder à dor com amor e gratidão. Em maio de 2017, Rubiane sobreviveu a um grave atropelamento envolvendo um caminhão, um episódio que mudou completamente sua vida. Quase nove anos depois, ela segue firme na fé, transformando a dor em aprendizado e serviço ao próximo. Formada em Administração e pós-graduada em Economia e Negócios pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), hoje ela serve na Assembleia de Deus de Mato Grosso do Sul, onde atua recepcionando pessoas como forma de agradecimento a Deus por tudo o que viveu.

O dia do acidente permanece vivo em sua memória. Rubiane lembra que estava a pé, em um dia comum de faculdade, quando tudo aconteceu de forma muito rápida. O atropelamento ocorreu em Camapuã, na rua João da Mota. “Foi um susto enorme, muito medo e muita dor. Eu só ouvi alguém gritar: ‘para, para, você atropelou uma menina’. Depois disso, não lembro mais de nada”. Logo após o acidente, Rubiane foi transferida para Campo Grande, onde permaneceu 60 dias internada, um período que ela define como um verdadeiro milagre em sua vida:

” Quando despertou, já estava no hospital, sem reconhecer as pessoas ao redor. Os primeiros momentos foram de confusão e extrema fragilidade, mas, mesmo em meio à dor, ela afirma que sentiu a presença de Deus. “Eu via que Deus estava comigo, que Ele não me abandonou.”

RUbiane após ser resgatada de atropelamento.

A recuperação exigiu 60 dias de internação, um período que Rubiane descreve como um dos mais difíceis de sua vida. Totalmente dependente de outras pessoas para as tarefas mais básicas, ela enfrentou riscos graves logo nos primeiros dias, incluindo uma hemorragia. “Parecia uma eternidade. Cada dia surgia um desafio novo. O que me sustentou foi a minha fé e as pessoas que estiveram do meu lado me apoiando.” Segundo ela, aquele tempo também foi de aprendizado. “Aprendi a ter paciência, a confiar e a descansar em Deus, porque eu não sabia como tudo aquilo terminaria.”

Depois da recuperação, a experiência transformou profundamente sua forma de enxergar a vida. Rubiane conta que antes vivia com pressa e impaciência quando as coisas não aconteciam como esperado. “Hoje eu entendo que cada dia é um presente, que nada é garantido.” Ela afirma que se tornou mais sensível, grata e consciente da importância das pessoas e dos momentos:

“A saúde e as pessoas ao nosso redor são bênçãos. Os momentos não podem passar despercebidos, porque são únicos.”

Atualmente Rubiane usa seu testemunho para ajudar outras pessoas.

Além do atropelamento, Rubiane enfrentou outros desafios ao longo da vida. Entre eles, um novo acidente após cair de uma escada, que resultou em mais um período de internação, problemas de saúde graves, lutas com a autoestima, episódios de bullying e uma depressão intensa, que exigiu acompanhamento médico. Ela também relembra ter passado por situações críticas, incluindo uma grave hemorragia e problemas intestinais que a colocaram entre a vida e a morte:

“Cada obstáculo me moldou. Não é fácil passar por tantos livramentos, mas tudo isso me fez crescer espiritualmente.”

Mesmo diante de tantas provações, Rubiane escolheu não se fechar. Hoje, ela transforma sua história em acolhimento. Atuando como recepcionista na igreja, recebe as pessoas com abraços, sorrisos e palavras de carinho. “Eu sirvo como forma de gratidão ao meu Senhor por tudo o que Ele fez na minha vida. Tento espalhar um pouquinho desse amor para as pessoas.”

Ao final, sua mensagem é de esperança. “Não desista. Quando tudo parecia perdido, eu vi o cuidado de Deus. O sofrimento não foi o fim da minha história. Depois da dor vem o aprendizado, a cura e um novo começo.” Com fé, gratidão e amor ao próximo, Rubiane segue mostrando que é possível vencer e transformar a dor em propósito.

 

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