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Eduardo Riedel se pronuncia sobre feminicídio de Vanessa Ricarte e promete revisão de protocolos

O brutal assassinato da jornalista Vanessa Ricarte, vítima de feminicídio em MS, gerou comoção e acendeu um intenso debate sobre a eficácia dos mecanismos de proteção às mulheres no Estado

Eduardo Riedel se pronuncia sobre feminicídio de Vanessa Ricarte. Imagem/Redes sociais

Por Kelly Ventorim

O crime, cometido por Caio Nascimento, ex-companheiro da vítima, trouxe questionamentos sobre o atendimento prestado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), especialmente após a divulgação de um áudio atribuído à jornalista, no qual ela manifestava insatisfação com a forma como foi atendida pelas autoridades.

Diante da repercussão, o governador Eduardo Riedel expressou pesar pela tragédia e afirmou que o Estado já está discutindo medidas para aprimorar os protocolos de atendimento às vítimas de violência doméstica. Em nota oficial, o governo destacou que as instituições agiram conforme os procedimentos vigentes e que uma reunião com o Poder Judiciário, a Secretaria de Justiça e Segurança Pública e a Delegacia-Geral da Polícia Civil já foi realizada para avaliar melhorias no sistema de proteção.

A Associação dos Delegados de Polícia de Mato Grosso do Sul (ADEPOL/MS) também se manifestou, repudiando qualquer tentativa de responsabilizar a delegada que atendeu o caso. A entidade afirmou que todas as orientações foram repassadas à vítima, incluindo a sugestão de permanecer na Casa da Mulher Brasileira, o que não foi aceito por Vanessa. Segundo a ADEPOL, a divulgação de informações sigilosas sobre o atendimento na DEAM gerou uma interpretação injusta dos fatos, desviando o foco da responsabilidade do feminicida.

O caso gerou indignação e mobilização entre organizações de defesa dos direitos das mulheres, que cobram ações mais efetivas do governo estadual para garantir a segurança de vítimas de violência doméstica. O episódio escancara a necessidade de revisão dos protocolos de proteção e reacende a discussão sobre o que pode ser feito para evitar novas tragédias. Enquanto o governo promete avanços, a sociedade exige respostas concretas e mudanças urgentes.

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