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Rio cheio e falta de visibilidade dificultam buscas por homem que afundou com caminhonete em MS

Nível do Rio Ivinhema está três metros acima do normal e correnteza forte dificulta trabalho dos mergulhadores; estepe do veículo foi encontrado a 40 quilômetros do acidente

Caminhonete afundou no Rio Ivinhema após o casal confundir uma rampa de acesso à água com um trecho de estrada alagado. (Foto: Câmeras de segurança/Reprodução)

As buscas por João Luiz dos Santos, de 56 anos, que desapareceu após afundar com uma caminhonete no Rio Ivinhema, entre Angélica e Nova Andradina, continuam nesta quarta-feira (4). Segundo o Corpo de Bombeiros, as condições do rio dificultam os trabalhos, principalmente por causa do nível elevado da água, da correnteza forte e da baixa visibilidade. O acidente aconteceu no domingo (1º), quando o motorista entrou por engano em uma rampa de acesso ao rio, acompanhado da esposa, Estela Tomazetto, de 48 anos, que morreu.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o nível do Rio Ivinhema está aproximadamente três metros acima do normal devido às chuvas na região. A água turva impede que os mergulhadores enxerguem a mais de 30 centímetros de distância. A caminhonete foi localizada a 6,5 metros de profundidade e a cerca de 40 metros do ponto onde afundou. Equipes especializadas de mergulho de Campo Grande também foram mobilizadas para auxiliar nas buscas.

Um dos objetos encontrados foi o estepe da caminhonete, localizado por um pescador na manhã de segunda-feira (2), próximo a uma ponte entre Ivinhema e Nova Andradina. A peça estava a aproximadamente 40 quilômetros rio abaixo do local do acidente. Segundo os bombeiros, a força da correnteza e as características do leito, que possui pedras e bancos de areia, podem dificultar a localização do corpo. Uma lancha de maior potência também será utilizada para ampliar as buscas na superfície.

A Polícia Civil considera que a entrada da caminhonete no rio foi acidental. Imagens de câmeras de segurança mostram que o motorista tentou acionar a marcha à ré poucos segundos depois de entrar na água, mas não conseguiu evitar que o veículo afundasse. Conforme o delegado responsável pelo caso, não foram encontrados indícios de feminicídio ou suicídio. A principal hipótese é que o casal tenha confundido a rampa de acesso ao rio com um trecho de estrada alagado.

Fonte: G1 MS.

 

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