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Jânio Flávio destina mais de R$ 76 mil para ampliar atendimento da saúde e cobra transparência nas filas do SUS

Valor representa 90,77% das emendas do vereador; R$ 64,1 mil integram ação conjunta da Câmara que reúne mais de R$ 423 mil para consultas, exames e cirurgias

Durante a sessão da Câmara Municipal de Figueirão realizada nesta segunda-feira (21), o vereador Jânio Flávio destacou a destinação de mais de R$ 76 mil em emendas para ampliar o atendimento da saúde e voltou a cobrar transparência nas filas do SUS (Sistema Único de Saúde). O valor corresponde a 90,77% dos R$ 84.160,00 disponíveis para indicação pelo parlamentar neste ano, sendo R$ 64.109,38 destinados a uma ação conjunta dos nove vereadores, que reúne mais de R$ 423 mil.

A iniciativa conjunta totaliza R$ 423.336,77 e prevê 1.067 atendimentos e procedimentos, entre 150 consultas especializadas, 202 cirurgias e 715 exames e outros procedimentos. As ações contemplam cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia, oftalmologia, otorrinolaringologia e urologia, além de exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia e ressonância magnética, com recursos destinados ao Hospital São Julião, em Campo Grande, e à Fundação Hospitalar de Costa Rica.

Segundo o vereador, considerando todas as indicações, 90,77% de suas emendas foram destinadas à saúde. “Das minhas emendas, do que eu tenho direito para indicar esse ano, 90,77% será colocado em ações de saúde”, enfatizou.

Jânio também destacou que a indicação das emendas precisa ser acompanhada de fiscalização para garantir a aplicação dos recursos. “A gente tem que cobrar, efetivamente, a aplicação dos recursos e fiscalizar. É nossa obrigação”, questionou.

A cobrança por transparência envolveu a Lei Municipal nº 623/2025, de autoria do vereador, que determina a divulgação das filas de espera do SUS para consultas especializadas, exames, cirurgias eletivas e outros procedimentos. A legislação prevê informações como data da solicitação, posição na fila e, quando possível, previsão de atendimento, com atualização de até 15 dias e preservação dos dados sigilosos dos pacientes.

Segundo Jânio, a lei foi aprovada em outubro de 2025 e teve prazo de 90 dias para implementação, mas ainda não teria sido colocada em prática. Ele também cobrou transparência sobre o estoque de medicamentos e citou modelos adotados em Santa Catarina e no Paraná, nos quais os pacientes conseguem acompanhar sua posição na fila por plataformas digitais sem exposição de informações confidenciais.

Durante a sessão, o vereador ainda defendeu que o Executivo faça uma contrapartida aos recursos destinados pela Câmara. Ele sugeriu um aporte de R$ 500 mil para o Hospital São Julião e a Fundação Hospitalar de Costa Rica ou, ao menos, um valor equivalente aos R$ 423 mil reunidos pelos vereadores. Segundo Jânio, o recurso adicional poderia contribuir para reduzir a demanda por consultas, exames e cirurgias.

Ao encerrar o pronunciamento, Jânio afirmou que a destinação de recursos ganha sentido quando chega à população, especialmente às pessoas que aguardam atendimento de saúde.

“Nesses momentos a gente se sente feliz em poder ajudar, em poder destinar recursos que cheguem na ponta, que possam atender a nossa população, principalmente nas ações de saúde, para resolver o problema daqueles que choram, daqueles que sentem dor e precisam desse olhar diferenciado do Poder Público”, finalizou.

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