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MS soma 403 homicídios em 2026 e se aproxima do total de mortes de 2025

Estado registra média superior a um assassinato diário; julho foi o período mais letal, com 65 vítimas

Equipe policial durante atendimento a ocorrência com corpo em via pública (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Mato Grosso do Sul já soma 403 vítimas de homicídio doloso em 2026, distribuídas em 359 ocorrências, segundo dados da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública). O levantamento considera os registros de janeiro até este domingo (20), quando ainda faltam dez dias para o fim de setembro.

O número já representa 90,4% das 446 mortes registradas durante todo o ano de 2025. Na comparação com o mesmo período do ano passado, considerando os nove primeiros meses de 2025, quando setembro já estava fechado, houve aumento de 21,4%: eram 332 homicídios naquele intervalo.

A estatística deste ano é formada por 206 adultos, 137 jovens, 19 adolescentes, 28 idosos e sete crianças. Em seis registros, a idade da vítima não foi informada. A maioria das pessoas assassinadas é do sexo masculino.

Julho concentra maior número de mortes – O mês mais letal de 2026, até agora, foi julho, com 65 homicídios. Agosto aparece logo atrás, com 55 mortes, seguido por junho, com 53.

Em maio, foram 49 vítimas; março teve 46; janeiro, 42; abril, 39; setembro soma 31 até este domingo e fevereiro foi o mês com menor número, com 23 mortes.

A soma mês a mês chega às 403 vítimas: 42 em janeiro, 23 em fevereiro, 46 em março, 39 em abril, 49 em maio, 53 em junho, 65 em julho, 55 em agosto e 31 em setembro.

O ritmo registrado neste ano contrasta com o de 2025. Naquele ano, janeiro concentrou o maior número de mortes, com 48 vítimas. Depois vieram setembro e novembro, ambos com 45; março, com 44; dezembro, com 38; agosto, com 37; fevereiro e abril, com 34 cada; maio, com 33; outubro, com 31; junho, com 30; e julho, com 27

Ao todo, 2025 terminou com 446 homicídios dolosos em 401 ocorrências. Faltando pouco mais de três meses para o fim de 2026, a diferença é de apenas 43 mortes para alcançar o total de vítimas registrado durante os 12 meses do ano passado.

Execuções se espalham pelo interior – Os números aparecem na prática em uma sequência de assassinatos registrados em diferentes municípios de Mato Grosso do Sul. Entre os casos estão execuções a tiros, mortes durante ataques e crimes investigados sob suspeita de envolvimento com grupos criminosos.

Em Ponta Porã, uma sequência de assassinatos marcou o início do ano. Entre os dias 28 e 29 de janeiro, quatro pessoas foram mortas em diferentes ataques em aproximadamente 24 horas. Entre as vítimas estavam homens executados por pistoleiros em motocicletas.

Em Nova Andradina, a sequência de mortes também ganhou atenção ao longo do ano. No início de julho, o município chegou ao sexto assassinato em pouco mais de um mês. Entre os casos estava o de Fabrício Flor de Oliveira, de 19 anos, morto a tiros enquanto estava sentado na calçada ao lado do avô.

A sequência não parou por aí. Brendow Kaique Souza da Silva, de 18 anos, foi executado dentro de casa, após um homem armado invadir o imóvel e fazer vários disparos. No fim de junho, Matheus de Melo Flores Pinheiro, de 21 anos, também foi morto a tiros. Já José Ricardo Flores, o Ricardinho, foi atraído para uma falsa negociação de aluguel e executado dentro de um carro, atingido por mais de 14 disparos.

A sequência de assassinatos levou a uma investigação específica sobre a atuação de facções na região. Em julho, a Operação Liberdade Duradoura prendeu suspeitos apontados pela polícia como integrantes do Comando Vermelho e apurou possível participação do grupo nos homicídios recentes de Nova Andradina.

Três mortos em uma única casa – A violência voltou a aparecer na estatística na noite deste sábado (19), quando três pessoas foram executadas a tiros dentro de uma casa em Nova Casa Verde, distrito de Nova Andradina. Duas mulheres e um homem morreram no local. Um adolescente de 14 anos também foi baleado e levado para atendimento médico.

Segundo informações preliminares, dois homens chegaram à residência em uma motocicleta, entraram no imóvel e fizeram os disparos. A motocicleta que teria sido utilizada pelos suspeitos foi abandonada e apreendida. Os envolvidos ainda são procurados.

Ainda no sábado, Douglas Amorim Lopes, de 36 anos, foi assassinado a tiros em Sidrolândia. O crime ocorreu no Bairro Jatobá e passou a ser investigado sob suspeita de relação com disputa entre facções. A investigação aponta que o atirador teria usado uma mulher como refém para chegar até a residência da vítima e, depois, efetuado os disparos através da janela.

Jovens também estão entre as vítimas – Em Caarapó, um adolescente de 14 anos foi executado a tiros em junho, em um caso investigado sob a possibilidade de relação com a disputa entre grupos criminosos.

Em Coxim, Jonatas Douglas da Silva Oliveira, de 22 anos, foi morto a tiros em um bar enquanto estava com uma criança no colo. A polícia também investigou a possibilidade de ligação do crime com disputa entre facções.

Já em Dourados, o assassinato de Vitor Orsini , de 19 anos, avançou para a esfera judicial. O jovem foi executado em uma loja de veículos, e cinco pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público pelo crime.

Os casos mostram como os 403 homicídios registrados pela Sejusp estão distribuídos em diferentes regiões do Estado, com dinâmicas que vão de conflitos pessoais e crimes ligados a dívidas a execuções investigadas sob suspeita de participação de organizações criminosas.

A estatística, entretanto, ainda não representa o balanço final de 2026. Setembro permanece em andamento e novos registros podem alterar o número de vítimas até o fechamento do mês e, posteriormente, do ano.

Os casos mostram como os 403 homicídios registrados pela Sejusp estão distribuídos em diferentes regiões do Estado, com dinâmicas que vão de conflitos pessoais e crimes ligados a dívidas a execuções investigadas sob suspeita de participação de organizações criminosas.

A estatística, entretanto, ainda não representa o balanço final de 2026. Setembro permanece em andamento e novos registros podem alterar o número de vítimas até o fechamento do mês e, posteriormente, do ano.

 

Fonte: Campo Grande News

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