Polícia Civil apura possível falha no atendimento de Luana dos Santos Hilário, que procurou a unidade com dores no peito e no braço esquerdo

A família de Luana dos Santos Hilário, de 42 anos, questiona o atendimento recebido por ela no Hospital Regional de Nova Andradina, horas antes de sua morte. Conforme o Jornal da Nova, a mulher procurou a unidade na noite de 12 de agosto com pressão no peito e dor no braço esquerdo, recebeu alta e retornou ao hospital na manhã seguinte em estado grave.
Segundo a representação apresentada pelos familiares à Polícia Civil, não teriam sido realizados, no primeiro atendimento, exames como eletrocardiograma e troponina, utilizados na avaliação de possíveis problemas cardíacos. Ainda conforme os parentes, Luana teria sido medicada e liberada após a hipótese de um quadro de ansiedade. Cerca de seis horas depois, ela voltou ao hospital e sofreu uma parada cardíaca.
A equipe médica realizou manobras de reanimação, mas a paciente não resistiu. Documentos apresentados pela família apontam choque cardiogênico e infarto agudo do miocárdio como causas da morte. Diante do caso, a Polícia Civil iniciou diligências para verificar se houve falha no atendimento e se eventual conduta médica teve relação com o óbito.
O delegado Luiz Quirino Antunes Gago determinou a entrega do prontuário completo da paciente, incluindo fichas de triagem, sinais vitais, exames, prescrições, medicamentos, documentos de alta e informações sobre o segundo atendimento. Os profissionais envolvidos também deverão ser identificados. Segundo o Jornal da Nova, o Hospital Regional abriu procedimento interno e o caso também é analisado pela Comissão de Óbito da unidade, que ainda não concluiu a apuração.
Fonte: TopMídiaNews / Jornal da Nova