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Polícia Civil descarta tráfico internacional e diz que sequestradora planejou levar Ayla para “ter uma filha”

Delegada afirma que investigação não encontrou ligação com facção, venda de bebê ou rede de tráfico; sequestradora teria escolhido especificamente a criança

Ayla chegou à Campo Grande nesta semana (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil descartou, durante coletiva nesta sexta-feira (14), a existência de uma rede de tráfico internacional de crianças por trás do sequestro da bebê Ayla, levada de Campo Grande para Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Segundo a delegada Anne Karine, titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), a investigação apontou que o crime foi planejado especificamente para que a mulher tivesse a posse da bebê.

Conforme a delegada, também não foram encontradas evidências de envolvimento com facção criminosa, venda da criança ou participação da família da bebê no crime. A sequestradora teria sustentado inicialmente uma falsa versão envolvendo drogas e integrantes de uma organização criminosa para tentar despistar as vítimas e dificultar a ação policial.

Ainda conforme a Polícia Civil, a mulher teria procurado outras gestantes que dariam à luz na mesma época, mas buscava especificamente uma menina. A investigação aponta que ela passou cerca de um mês se aproximando da família de Ayla, oferecendo roupas e fraldas e realizando visitas até conquistar a confiança da mãe adolescente.

O marido da sequestradora também foi preso e autuado por sequestro. De acordo com a investigação, ele estava com ela e a criança quando a polícia paraguaia entrou na residência em Pedro Juan Caballero. Ele ainda possuía um mandado de prisão por homicídio e teria utilizado documento falso. O inquérito policial será encaminhado ao Poder Judiciário após a conclusão das diligências.

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