Grupos indígenas teriam mantido trabalhadores reféns, incendiado casas e furtado maquinários em três propriedades rurais

Uma força-tarefa policial foi mobilizada neste domingo (14) para investigar denúncias de invasão, cárcere privado e incêndio em três propriedades rurais localizadas às margens da rodovia MS-162, no distrito de Quebra-Coco.
A ação foi coordenada pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública após o registro das denúncias de ocupação. Equipes da Polícia Civil, do Pelotão de Choque da PM (Polícia Militar) e da Perícia Criminal seguiram para as fazendas, que fazem divisa com a Reserva Buriti. Conforme o site Região News, o foco da operação é verificar a situação dos imóveis, recolher vestígios e reunir provas sobre o suposto ataque organizado por grupos indígenas.
O caso mais grave teria acontecido na Fazenda São Sebastião da Serra, alvo da invasão por volta do meio-dia de sexta-feira (12). O capataz da propriedade relatou às autoridades que dois funcionários foram rendidos sob ameaça de arma de fogo. Segundo a denúncia, os trabalhadores acabaram algemados, sofreram ameaças de morte constantes e permaneceram sob o controle dos invasores até serem liberados perto das 18h.
Durante o período em que a área esteve dominada, a esposa e o filho pequeno de um dos funcionários teriam sido levados para uma propriedade vizinha, conhecida como Fazenda Lindóia. Informações obtidas pelo site Região News apontam que todas as residências da São Sebastião da Serra foram incendiadas e que máquinas agrícolas acabaram retiradas da área e levadas também para a fazenda vizinha.
A denúncia abrange outras duas áreas rurais, as fazendas Vassoura e Águas Claras. O responsável por uma delas e a proprietária do segundo terreno informaram à polícia que perderam completamente o contato com os funcionários que atuavam nas propriedades. Essa falta de comunicação impediu um balanço imediato sobre a integridade dos trabalhadores e os possíveis danos aos locais.
Nos próximos dias, os investigadores devem ouvir os funcionários vítimas do cárcere, os proprietários e eventuais testemunhas para esclarecer a dinâmica dos crimes denunciados. A ocorrência segue em apuração pelas autoridades.
Veja relato de proprietária de fazenda disponibilizado pelo site SidroNews:
Fonte: topmidianews