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Família denuncia suposta coação contra adolescente por uso de boné em escola de Camapuã

Segundo o pai do aluno, o jovem de 14 anos teria sido alvo de frases intimidatórias por parte de funcionários; Ministério Público e Secretaria de Educação acompanham o caso

Foto Ilustrativa

 

A família de um adolescente de 14 anos, aluno de uma escola estadual em Camapuã, procurou a equipe do Navega MS para relatar um suposto episódio de tratamento inadequado que teria ocorrido dentro da instituição. De acordo com a denúncia apresentada pelo pai, o episódio teria envolvido um coordenador e um professor da unidade. O caso, motivado pelo uso de um boné e que teria ocorrido na última quinta-feira (23), foi formalizado por meio de um Termo de Atendimento junto à 1ª Promotoria de Justiça da comarca.

Conforme o relato registrado no Ministério Público, o jovem teria passado a receber um tratamento diferenciado por parte de alguns profissionais após retornar às aulas em março. Na ocasião, o estudante já teria se desculpado com a comunidade escolar por questões disciplinares anteriores.

A equipe do Navega MS entrou em contato com a direção da unidade escolar para obter o posicionamento da instituição sobre os fatos narrados. No entanto, até a publicação desta matéria, não houve retorno às mensagens e ligações realizadas.

O Relato da Denúncia

O documento protocolado detalha que, enquanto outros alunos utilizariam o acessório sem repreensões severas, o adolescente teria sido alvo de frases intimidatórias no último dia 23 de abril. Segundo o pai descreveu ao órgão ministerial, o menor teria sido advertido de forma considerada inadequada, com menções de que “iriam levá-lo para a delegacia por estar de boné” e que “poderiam denunciá-lo por desacato”.

Ainda de acordo com o termo registrado, a família alega que o coordenador teria proferido a frase: “vou ter que bater a sua cabeça na parede para você pensar melhor”. O relato indica ainda que outro professor teria se referido ao aluno de forma pejorativa, chamando-o de “moleque”. A situação teria levado o jovem a ser conduzido para casa por uma docente, visivelmente abalado.

Diante dos fatos narrados, a família buscou auxílio do Conselho Tutelar e formalizou a denúncia para que as providências cabíveis sejam adotadas. O pai também informou que retirou o aluno da escola, alegando que ele não teria condições psicológicas de retornar à instituição no momento. O Navega não conseguiu contato com a outra profissional que, segundo a família do jovem, teria presenciado o caso.

Posicionamento Oficial

Sobre o ocorrido, a Secretaria de Estado de Educação (SED), por meio da Coordenadoria Regional de Educação Metropolitana (CRE2), confirmou em nota que já tomou ciência integral dos fatos e que está adotando as providências necessárias. A demanda foi encaminhada ao setor competente para a devida averiguação das condutas mencionadas.

Com a lavratura do Termo de Atendimento pelo Ministério Público no dia 24 de abril, o órgão deve analisar o conteúdo para verificar a necessidade de abertura de procedimentos investigativos formais.

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