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Mulheres que Movem Camapuã: Dona Vina, da creche aos idosos, uma vida inteira dedicada a cuidar

Com uma trajetória marcada pelo cuidado em diferentes fases da vida, ela se tornou referência de amor, fé e dedicação em Camapuã

Etelvina Schneider Basso

 

Na série Mulheres que Movem Camapuã, histórias como a de Dona Vina mostram a verdadeira força de quem transforma uma cidade com gestos simples e cheios de amor. Mais do que uma moradora, ela se tornou parte da essência camapuanense, deixando marcas profundas em gerações que passaram por suas mãos e pelo seu cuidado:

“Hoje somos camapuanenses de coração. Amo Camapuã”, diz, com a emoção de quem construiu aqui não apenas uma vida, mas um legado.

Dona Vina, Etelvina Schneider Basso, nasceu em Joaçaba (SC), em 1951, e construiu uma história que atravessa gerações e fases da vida, sempre com o mesmo propósito: cuidar. Após passar por diferentes cidades, chegou a Camapuã em 1984 — lugar que escolheu para chamar de lar.

Sua trajetória profissional é marcada por algo raro e profundamente simbólico: ela cuidou da vida em todas as suas fases. Trabalhou no comércio, dedicou anos à creche e também esteve presente no cuidado com idosos, além de atuar como auxiliar de enfermagem no hospital:

“Essa diferença de lidar com diferentes fases da vida foi de muito aprendizado, muito carinho, muito amor”, relembra, mostrando que sua missão sempre foi servir com sensibilidade.

Na creche Menino Jesus, viveu momentos que guarda com carinho até hoje. Foram anos que marcaram não apenas sua vida, mas também a de muitas crianças que cresceram sob seu olhar atento e acolhedor. “Hoje, vendo as crianças que eram e hoje jovens adultos, é muito gratificante”, conta emocionada. E completa com alegria: “Principalmente quando me chamam: ‘Oi, tia Vina!’”.

À noite, enquanto muitos descansavam, Dona Vina seguia firme em sua vocação. No hospital, atuava como auxiliar de enfermagem, cuidando de quem mais precisava:

“Foi maravilhoso ajudar as pessoas enfermas”, diz, com a simplicidade de quem enxerga no cuidado um verdadeiro propósito de vida.

Mesmo diante das dores mais profundas, sua fé sempre foi o alicerce. Ao falar da perda de um filho Robson, emociona pela força e gratidão: “A minha fé em Deus é tão grande que agradeci pelos 45 anos que Ele me deu com meu menino”. Uma declaração que traduz sua forma de enxergar a vida: com amor, entrega e confiança em Deus acima de tudo.

Catequista por 14 anos e ministra da Eucaristia por uma década, Dona Vina também dedicou sua caminhada à espiritualidade e ao próximo. Hoje, aposentada, segue vivendo com alegria, cercada pela família e pelos pequenos prazeres da vida. E deixa uma mensagem que ecoa como conselho e legado:

“Vivam, amem, perdoem e agradeçam… hoje é a única certeza que temos”. Uma mulher que, sem dúvida, moveu — e continua movendo — Camapuã com amor.

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