Título consolidado ao longo dos anos reforça a força da pecuária de cria e coloca a cidade como referência no agronegócio do Centro-Oeste

Quem passa por Camapuã talvez não imagine que o município carrega um dos títulos mais respeitados do agronegócio sul-mato-grossense: Capital do Bezerro de Qualidade. A expressão não surgiu por acaso. Ela é resultado de décadas de tradição na pecuária de cria, atividade responsável pela produção de bezerros com alto padrão genético, sanitário e produtivo, que abastecem fazendas de recria e engorda em várias regiões do Estado e do país.
A força desse reconhecimento está diretamente ligada à vocação histórica da cidade para o campo. Desde os primeiros ciclos de desenvolvimento econômico, Camapuã construiu sua base produtiva na pecuária. O solo, as pastagens e o perfil dos produtores favoreceram a consolidação de um rebanho selecionado, com investimentos constantes em melhoramento genético, manejo adequado e tecnologia no campo.
Ser chamada de Capital do Bezerro de Qualidade significa, na prática, que o município se tornou referência na fase mais estratégica da cadeia da carne bovina: a cria. É nessa etapa que nasce o animal que, no futuro, abastecerá frigoríficos e mercados consumidores. Quanto melhor a genética e a sanidade do bezerro, maior será seu desempenho ao longo do ciclo produtivo — fator que valoriza o produtor e fortalece toda a economia regional.
O título também projeta Camapuã para além das divisas municipais. A cidade se destaca no cenário estadual e integra uma das regiões mais fortes da bovinocultura brasileira, o Centro-Oeste. Eventos técnicos, capacitações e discussões sobre mercado e inovação frequentemente têm o município como palco ou referência, reforçando sua posição estratégica no setor.
Mais do que um apelido, a Capital do Bezerro de Qualidade é parte da identidade camapuanense. Para quem não conhece, pode parecer apenas uma curiosidade. Para quem vive aqui, é motivo de orgulho — um símbolo da força do campo, da tradição produtiva e da importância de Camapuã no desenvolvimento do agronegócio em Mato Grosso do Sul.