Adolescente suspeito de execução foi morto em confronto com a polícia

O adolescente de 16 anos, identificado como Vinícius Ricardo Pereira da Silva, morto em confronto com a polícia em Dourados, município a 221 quilômetros de Campo Grande, era uma peça importante do PCC (Primeiro Comando da Capital), segundo informações do SIG (Setor de Investigações Gerais).
O confronto que resultou na morte do jovem ocorreu no Jardim Água Boa, após ele reagir à abordagem empunhando uma pistola 9mm, na terça-feira (17). Vinícius é suspeito de envolvimento na execução de Marcos Freire, de 50 anos, conhecido como ‘Maricota’, ocorrida no fim da tarde de segunda-feira (16), no estacionamento do presídio semiaberto da cidade.
Para o Dourados News, o chefe do SIG, Lucas Albê relatou que o adolescente atuava como um ‘missionário’ da facção, saindo de Campo Grande para executar desafetos e desestabilizar o crime local.
Sobre a motivação, o delegado disse que não há dúvidas sobre se tratar de uma disputa entre facções. “O Maricota já tinha uma rixa, rivalidade com a facção do PCC. Ele era integrante do grupo que se denomina oposição, então já estava sendo jurado de morte há algum tempo. Foi determinado a sua morte por integrantes do PCC de Campo Grande, com o envio desse adolescente até aqui para efetivar o crime”, afirmou.
De cara limpa, sem nenhum artificio para a ocultação de sua identidade, a ousadia do jovem chamou a atenção. “Identificamos ele nas imagens como autor do homicídio em frente ao semiaberto, de uma forma bastante ousada, digamos assim, porque não se preocupou em evitar o rosto, em cobrir o rosto, não se preocupou em esconder as suas características”, detalhou o chefe do SIG.
Além disso, o adolescente já era monitorado desde o dia 9 de março por uma tentativa de homicídio na Vila São Brás, evidenciando que ele estava em plena atividade criminosa na cidade há mais de uma semana.
Apesar da idade, o histórico do “missionário” era extenso, com passagens por tráfico em Ribas do Rio Pardo e investigações de homicídios em Campo Grande.
“Apesar da idade, um garoto muito perigoso. De alta periculosidade. Identificamos que ele era um indivíduo bastante perigoso e teria sido mandado aqui para Dourados a fim de realizar esses crimes e iniciar uma nova guerra entre facções aqui na cidade”, pontuou Albê. Agora, a Polícia Civil concentra esforços para identificar os comparsas que deram suporte ao adolescente. O delegado confirmou que o trabalho continua para localizar o piloto da motocicleta e os responsáveis pelo apoio logístico.
Fonte: TopMidia News