Ação cumpre 90 ordens judiciais em MS e MG, e mira organização envolvida em lavagem de dinheiro e corrupção

A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram, na manhã desta quarta-feira (18), a Operação Iscariotes, com foco no combate a uma organização criminosa suspeita de atuar com contrabando, descaminho, lavagem de capitais e corrupção envolvendo agentes de segurança pública.
A ação foi coordenada pela Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários (DELEFAZ/MS) e contou com apoio de diversos órgãos de segurança.
Segundo as investigações, o grupo atuava de forma estruturada na importação ilegal de eletrônicos de alto valor, que entravam no país sem documentação fiscal e sem passar pelos órgãos de controle aduaneiro. Após isso, os produtos eram distribuídos em Campo Grande e em outros estados, principalmente em Minas Gerais.
Para driblar a fiscalização, os criminosos utilizavam veículos com compartimentos ocultos e, em muitos casos, misturavam as mercadorias ilegais com cargas regulares.
As apurações também apontaram que a organização contava com a participação de agentes de segurança pública – tanto da ativa quanto aposentados -. que forneciam informações sigilosas e até auxiliavam no transporte dos produtos, usando a função pública para facilitar o esquema.
Durante a investigação, a polícia realizou diversos flagrantes, inclusive envolvendo policiais.
Mandados e bloqueios
A Justiça Federal autorizou uma série de medidas cautelares, incluindo: 31 mandados de busca e apreensão, 4 mandados de prisão preventiva, 1 monitoração eletrônica, 2 afastamentos de funções públicas, 6 suspensões de porte de arma e bloqueio de bens que somam cerca de R$ 40 milhões
Também foram sequestrados ao menos 10 imóveis e 12 veículos, além da suspensão das atividades de seis empresas.
Operação em vários estados
Ao todo, cerca de 90 ordens judiciais foram cumpridas com a mobilização de mais de 200 policiais nas cidades de:
Campo Grande (MS)
Dourados (MS)
Belo Horizonte (MG)
Vespasiano (MG)
Montes Claros (MG)
A operação contou ainda com apoio das corregedorias da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar o esquema criminoso.
Fonte: TopMidia News