Iniciativa da doutora Cibele Borges idealizada durante a Quaresma amplia atendimento após relatos emocionantes de famílias

Uma mobilização que nasceu com propósito solidário em Camapuã acabou tomando uma dimensão ainda maior. A doutora Cibele Borges encerrou as inscrições do projeto “Orelhinha Sem Bullying”, criado durante o período da Quaresma para auxiliar crianças que convivem com orelhas proeminentes e enfrentam situações de constrangimento e bullying no ambiente escolar. O que inicialmente seria uma ação voltada para apenas um paciente se transformou em uma iniciativa capaz de impactar 13 famílias.
No começo, a proposta era contemplar somente uma criança que não tivesse condições financeiras de realizar o procedimento de otomodelação. No entanto, à medida que os relatos começaram a chegar, a realidade apresentada pelas famílias mudou os planos:
“Eu ia escolher uma criança, mas tanta gente mandou mensagem, histórias tão bonitas e emocionantes, que eu resolvi atender 13 crianças”, explicou.

Todas as famílias que procuraram o projeto até o encerramento das inscrições serão atendidas. A doutora ainda acrescentou que foram menos de 24 horas do anúncio, e ela ficou preocupada em não conseguir atender a todos:
“À medida que as horas passavam, mais pessoas procuravam. Após anunciar o final, com 13 crianças, mais uma pessoa de Chapadão do Sul contou sua história e eu a incluí. Também não conseguirei atender mais porque já são treze e preciso dar muita atenção para cada uma delas no pós-procedimento, retorno, etc.”
Entre os inscritos, uma criança será selecionada para passar pelo procedimento de forma totalmente gratuita, com todos os custos assumidos integralmente pela própria doutora, conforme já havia sido anunciado anteriormente. A definição considerará critérios técnicos, especialmente o grau mais acentuado da projeção das orelhas entre os casos avaliados. Nos demais atendimentos, será cobrado apenas 10% do valor normalmente cobrado pelo procedimento, destinado exclusivamente à reposição dos materiais utilizados.

A alternativa permite ampliar o alcance da ação e possibilitar que mais crianças tenham acesso ao procedimento, tornando a iniciativa socialmente viável para mais famílias.
Os relatos enviados evidenciaram situações marcadas por apelidos, brincadeiras constrangedoras e impactos profundos na autoestima. Muitas crianças evitam fotos, demonstram insegurança nas interações sociais e enfrentam dificuldades no ambiente escolar. Ao lançar o projeto “Orelhinha Sem Bullying”, Cibele reforça que a iniciativa vai além da questão estética: trata-se também de promover autoestima, acolhimento e incentivar uma reflexão necessária sobre o combate ao bullying infantil em Camapuã.