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Entre palavras e estrelas: garoto autista de Camapuã aprende inglês sozinho e sonha em ser astronauta

Prodígio da linguagem, Lucas Octávio Gomes dos Santos se comunica com pessoas do exterior e emociona ao mostrar que o autismo também revela talentos extraordinários

Redes sociais

Aos 10 anos, o pequeno Lucas Octávio Gomes dos Santos, morador de Camapuã, já trilha um caminho que impressiona e emociona — entre palavras em outro idioma e sonhos que alcançam as estrelas. Diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o menino aprendeu inglês sozinho, de forma natural, e hoje se comunica com fluência com pessoas de outros países, enquanto alimenta o desejo de, um dia, se tornar astronauta. Um talento raro que surgiu ainda na primeira infância e transformou a rotina da família.

Em um vídeo gravado pela mãe, Lucas aparece conversando fluentemente em inglês com amigos dos Estados Unidos. Impressionada com a naturalidade do filho, ela decidiu compartilhar o registro nas redes sociais.

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“Desde muito pequeno, o Lucas já mostrava que aprendia diferente. Com apenas dois anos, ele já sabia cores, números e tinha uma curiosidade fora do comum”, conta a mãe, Marili Dias.

Segundo Marili, os primeiros sinais de que Lucas tinha uma facilidade acima do comum surgiram ainda na primeira infância. Apesar do aprendizado acelerado, ele apresentava dificuldades na comunicação verbal em português, usando poucas palavras e apontando para se expressar. O inglês, que começou como curiosidade em vídeos infantis, acabou se tornando uma verdadeira ponte para o mundo.

“A gente colocava os vídeos em português, mas quando via, ele já tinha mudado tudo para o inglês. E nós deixamos, porque era algo que fazia bem pra ele”, relembra.

Com o passar do tempo, a família percebeu que Lucas preferia conteúdos em inglês — desenhos, filmes, séries e jogos. Foi quase por acaso que descobriram que ele não apenas entendia, mas falava e escrevia fluentemente no idioma, especialmente ao conversar com amigos americanos em jogos online. Mesmo tímido para se comunicar perto de outras pessoas, o menino demonstra domínio completo da língua.

“Eu descobri que ele falava inglês fluentemente quando o peguei conversando com meninos dos Estados Unidos. Aquilo me emocionou muito”, diz a mãe.

Lucas com a família.

Além do inglês, Lucas também apresenta hiperfoco no universo e na astronomia, sabendo detalhes sobre planetas, estrelas, luas e buracos negros. Esse interesse se conecta diretamente com um de seus maiores sonhos: morar nos Estados Unidos e se tornar astronauta. Para a mãe, o idioma abriu caminhos importantes no desenvolvimento do filho.

“Tudo que está escrito em inglês chama mais a atenção dele. O interesse é imediato”, explica Marili.

A história de Lucas é um convite à reflexão e à esperança. A mãe reforça a importância do diagnóstico precoce e da intervenção adequada, destacando que cada criança tem seu tempo e suas próprias potencialidades:

“Às vezes parece que tudo está perdido, mas na verdade está só começando. Para outras famílias, eu digo: não desistam. O autismo também revela talentos extraordinários”, afirma, emocionada.

Inspirada na frase de Neil Armstrong — “Um pequeno passo para um homem, um salto para a humanidade” —, Marili compara os avanços do filho aos pequenos grandes passos das crianças neurodivergentes.

“Pode parecer pequeno para quem está de fora, mas para nós, mães atípicas, é um salto enorme no aprendizado e no desenvolvimento”, finaliza.

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