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Frieza do autor de feminicídio em Corumbá é destacada por vizinhos e policiais

Ao receber voz de prisão, Antônio Lima Ohara, teria dito “Eu vou tomar meu chá de camomila primeiro”

Frieza do autor de feminicídio em Corumbá é destacada em registro policial / Reprodução/DiárioCorumbaense

 

Preso em flagrante pelo crime de feminicídio, Antônio Lima Ohara, de 73 anos, demonstrou frieza durante e após o crime, conforme relatos registrados no boletim de ocorrência. O comportamento após o assassinato da ex-esposa Rosana Candia, de 62 anos, causou indignação e perplexidade entre moradores de Corumbá.

Um vizinho contou à Polícia que ouviu gritos de socorro da vítima e ao observar por cima do muro de sua residência, viu Antônio agredindo Rosana, que se encontrava caída ao solo. Ele dava golpes na região do rosto e na cabeça com um pedaço de madeira do tipo caibro.

O vizinho teria gritado “Você não pode fazer isso com ela, você vai matá-la, eu vou chamar a polícia”. Antônio, sorrindo, continuou a agredir a vítima, relatou a testemunha.

Outro vizinho disse que tentou dialogar com o autor, que de imediato respondeu que o fato era “assunto de família” e que se intrometesse, “sobraria para ele”.

Antes de fugir em uma bicicleta, Antônio continuou ameaçando quem tentou ajudar Rosana. “Você pode mudar daqui da sua casa, e se eu for preso você vai ser o próximo, eu vou matar você”, disse a uma das testemunhas. Um vizinho ainda tentou segui-lo, mas o perdeu de vista.

“Vou tomar chá de camomila”

Localizado e detido por policiais na casa de um parente, Antônio reagiu de forma incomum ao receber voz de prisão. Segundo o boletim de ocorrência, ele afirmou: “Eu vou tomar meu chá de camomila primeiro”.Imediatamente, ele foi algemado e levado para o Distrito Policial, onde ameaçou os policiais, alegando ser pessoa “influente”.

O feminicídio de Rosana Candia foi o primeiro registrado em Corumbá e o segundo em Mato Grosso do Sul neste primeiro mês do ano. Ela sofreu graves ferimentos no rosto e apresentava afundamento do crânio. O óbito foi constatado pelo médico da equipe plantonista do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

De acordo com o Diário Corumbaense, nas redes sociais, familiares e amigos manifestaram indignação e pediram justiça. Quem a conhecia, descreveu Rosana como uma mulher tranquila e atenciosa. Ela e Antônio estavam separados há muitos anos e mesmo ameaçada várias vezes, nunca registrou boletim de ocorrência contra o ex-marido.

Fonte: TopMidia News

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