Sarah fazia exercícios em academia recém-inaugurada quando sentiu fragmentos na visão

Um momento de treino na academia virou um pesadelo na vida de Sarah Maria da Silva, de 24 anos, após pedaços de ferro atingirem seu olho ao realizar um exercício no local, na última terça-feira (20), em Campo Grande.
Para a reportagem do TopMídiaNews, a mãe da jovem, a diarista Jolcileyde Regina Sampaio, 45 anos, relatou que a filha frequentava o espaço há apenas 15 dias.
O espaço é recém-inaugurado e conta com aparelhos novos, entretanto, passa por pequenas obras em alguns locais. O acidente aconteceu quando Sarah utilizava uma máquina de supino.
“Tem um ventilador muito forte na frente do aparelho que ela usava. Ela sentiu na hora alguma coisa caindo no olho dela, mas imaginou ser suor ou poeira das obras”, relatou.
No dia seguinte, a jovem acordou com dor de cabeça, olhos vermelhos e pouca visão. A mãe levou a jovem no posto de saúde no bairro Guanandi, sendo posteriormente encaminhado para a Santa Casa. No hospital, os médicos encontraram dois pedaços de ferro dentro do olho da jovem.
“Quando o médico falou que eram dois pedaços de ferro dentro do olho, ela passou mal. Até então a gente achava que podia ser sinusite, alergia ou até um AVC pequeno”, relatou a mãe.
Sarah sofreu dois cortes internos no olho e, segundo a família, há risco de sequelas permanentes. No momento, ela está em tratamento com antibióticos e medicação para controlar a inflamação e aguarda cicatrização para realizar exames mais detalhados da visão.
“Ela ficou com a visão bem embaçada, está com muita sensibilidade à luz e muita dor. Disseram que foi uma inflamação grave e agora é esperar cicatrizar para ver o quanto a visão foi comprometida”, explicou Jolcileyde.
Impacto na rotina
Conforme relato de Jolcileyde, a academia era uma forma de retomar a rotina da jovem, que havia passado por algo grave recentemente. “Ela está sem emprego, após ter pedido uma medida protetiva contra o ex-marido, além de enfrentar uma depressão. Com isso, ela veio morar comigo, e como forma de ajudar, entramos na academia. Ela até tinha uma entrevista de emprego ontem, que não conseguiu ir, devido à dor de cabeça intensa”.
Resposta da academia
Após ser informada do ocorrido, a academia enviou uma mensagem oferecendo o trancamento da matrícula de Sarah e da mãe. “Disseram que iam trancar as matrículas para a gente não perder dias de treino. Achei um cúmulo. Minha filha quase ficou cega e a resposta foi essa”, criticou Jolcileyde.
A empresa também solicitou dados para “registrar o ocorrido”, como nome completo da vítima, fotos do objeto, data e horário do treino e do atendimento médico.
“Pagar mensalidade é pouco para tanta humilhação e sofrimento. Minha filha está com medo, receosa pela visão. Isso não é só trancar matrícula”, disse.
A reportagem tenta contato com a academia para esclarecer as circunstâncias do acidente e quais providências estão sendo adotadas. O espaço segue aberto para manifestações.
Fonte: TopMidia News