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Navega Saúde: Dr. Fernando Ribeiro explica como reconhecer e prevenir a dengue em Camapuã

Diretor clínico do Hospital de Camapuã alerta para sintomas, riscos e cuidados essenciais para evitar complicações

Reprodução internet

A dengue continua sendo um dos maiores problemas de saúde pública no Brasil e também preocupa os profissionais de Camapuã. Para reforçar a importância da prevenção e orientar a população, o diretor clínico do Hospital de Camapuã, Dr. Fernando Ribeiro, explica os principais sinais da doença e destaca quando é fundamental procurar ajuda médica. “A dengue pode evoluir rápido, por isso a informação correta é a nossa melhor ferramenta de proteção”, afirma.

A doença é causada pelo vírus da dengue (DENV), transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti, que se reproduz principalmente em água parada. Segundo o médico, entender como ocorre a transmissão é essencial. “Não existe transmissão direta entre pessoas. O mosquito é o único vetor, e eliminar focos de água parada é o primeiro passo para reduzir casos”, reforça.

Os sintomas geralmente aparecem entre 3 e 14 dias após a picada. Febre alta de início súbito, dor intensa atrás dos olhos, dor de cabeça, dores musculares e articulares, náuseas, vômitos, cansaço extremo e manchas vermelhas na pele são os sinais mais frequentes. Em alguns casos, podem surgir pequenos sangramentos pelo nariz ou gengiva. “Mesmo nos quadros leves, o paciente precisa ficar atento, porque a fase mais crítica costuma surgir quando a febre começa a baixar”, explica Dr. Fernando.

Dr. Fernando Ribeiro

Reconhecer os sinais de alarme é fundamental para evitar a evolução para dengue grave. Entre eles estão dor abdominal intensa, vômitos persistentes, tontura, desmaio, pressão baixa, dificuldade para respirar, extremidades frias e redução da urina. Esses sintomas indicam urgência. “Qualquer sinal de alarme deve ser levado imediatamente ao hospital. O risco de choque é real, e o atendimento rápido salva vidas”, destaca o diretor clínico.

Alguns grupos precisam de atenção especial, pois têm maior risco de complicações: crianças, idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas como diabetes e hipertensão, imunossuprimidos e aqueles que já tiveram dengue anteriormente. Nessas situações, o acompanhamento médico deve ser ainda mais rigoroso.

O tratamento da dengue é baseado em suporte clínico e hidratação. Não existe antiviral específico e o uso de medicamentos deve ser cuidadoso. Repouso, ingestão de líquidos e antitérmicos permitidos, como paracetamol e dipirona, fazem parte da conduta:

“Anti-inflamatórios como ibuprofeno, diclofenaco e AAS são proibidos, pois aumentam muito o risco de sangramento”, alerta Dr. Fernando.

A população deve procurar atendimento médico quando houver febre que não melhora após 48 a 72 horas, vômitos constantes, dificuldade para hidratar-se, dores intensas, desmaios ou diminuição da urina. Gestantes, idosos e crianças com sintomas devem ser avaliados com prioridade. “A avaliação precoce facilita o diagnóstico e previne complicações graves”, reforça o médico.

A prevenção continua sendo a medida mais eficaz para evitar surtos. Eliminar recipientes que acumulam água, manter caixas d’água tampadas, limpar calhas e ralos, usar repelentes, telas e permitir o trabalho dos agentes de endemias são ações fundamentais. Em áreas de alta incidência, a vacinação pode ser indicada:

“Se cada morador fizer sua parte, reduzimos drasticamente o risco de transmissão. É um esforço coletivo”, conclui Dr. Fernando Ribeiro.

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